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segunda-feira, 23 de maio de 2011

COPA DOS CAMPEÕES DA EUROPA, 2001

No último dia 12.

Relembramos o tri-campeonato europeu.

Do grande time do Bayern Munique.

Comandado pelo Kaiser, Franz Beckenbauer.

Aquela foi a última vez.

Que um clube sagrou-se tri-campeão europeu.

O Bayern Munique somente voltaria a vencer.

A Liga dos Campeões da Europa.

Vinte e cinco anos depois, em 2001.

Setenta e dois clubes.

Participaram da Liga dos Campeões 2001.

Na fase classificatória, uma surpresa.

A eliminação da Inter de Milão pelo Helsingborgs, da Suécia.

Porto, Estrela Vermelha e Feyenoord, ex-campeões da Liga.

Também deram adeus ainda na fase eliminatória.

Na primeira fase de grupos, duas surpresas.

Barcelona e Juventus são eliminados.

A segunda fase de grupos eliminou o Milan.

E definiu os oito clubes para as quartas-de-final.

O Real Madrid passou pelo Galatasaray com duas vitórias.

Também com duas vitórias.

O Bayern Munique passou pelo Manchester United.

Numa reedição da Final de 1999.

Mas com o vencedor invertido.

Um troco alemão.

O Leeds United despachou o Deportivo La Coruña.

E o Valencia eliminou o Arsenal.

Por ter feito um gol em Londres.

Nas semifinais, o Valencia goleou o Leeds por 3 a 0.

E os gigantes Bayern Munique e Real Madrid se chocaram.

O Bayern Munique passou com duas vitórias.

1 a 0 em Madri e 2 a 1 em Munique.

Veio a Final a ser disputada em Milão.

23 de maio de 2001.

Estádio San Siro.


O Bayern Munique chegava pela terceira vez a uma Final.

Após o tri-campeonato em 1976.

Fracassou em 1982, 1987 e 1999.

O Valencia disputava sua segunda Final consecutiva.

Havia perdido em 2000 para o Real Madrid por 3 a 0.

71.500 pessoas presentes.

O holandês Dick Jol apita o início de jogo.

Logo a um minuto Patrik Andersson põe a mão na bola.

Dentro da área.

Pênalti para o Valencia.

Mendieta bate e faz 1 a 0 para o time espanhol.

Um minuto depois Effenberg é derrubado na área.

Mas o Bayern desperdiça a cobrança com Scholl.

E a chance de empatar a partida.

O primeiro tempo termina com o Valencia na frente.

Na volta do intervalo, logo aos três minutos.

A zaga espanhola também põe a mão na bola dentro da área.

Mais precisamento Amedeo Carboni.

Outo pênalti.

Que dessa vez Effenberg bate e põe a bola nas redes.

1 a 1 é o placar após os 90 minutos regulamentares.

E após os 30 minutos de prorrogação.

A disputa vai para os pênaltis.

Haja pênalti.

Provavelmente a Final da Liga dos Campeões.

Em que mais se cobrou pênalti.

Paulo Sérgio perde a primeira cobrança.

Deixa o Bayern um pouco mais longe.

De erguer novamente o troféu de campeão europeu.

Vinte e cinco anos depois.

Para aumentar ainda mais a aflição.

Mendieta converte a primeira cobrança do Valencia.

Salihamidžić, Carew e Zickler põem a bola na rede.

Eis que Oliver Kahn defende o chute de Zahovic.

Está tudo igual nos pênaltis, 2 a 2.

Quando o Bayern tem a chance de passar à frente.

É a vez de Patrik Andersson perder a sua cobrança.

Andersson que já tinha posto a mão na bola.

Quando do primeiro gol do Valencia.

Seria crucificado?

Não.

O crucificado seria outro.

Amedeo Carboni também perde a sua cobrança.

Que também tinha posto a mão na bola dentro da área.

Gerando o pênalti que deu o gol de empate ao Bayern.

Não era o dia dos zagueiros.

Effenberg e Baraja convertem e fecham a série de cinco.

A disputa está empatada em 3 a 3.

A série alternada é aberta.

Lizarazu e Kily González convertem.

Thomas Linke faz a sétima cobrança para o Bayern.

E vence o goleio Cañizares.

Mauricio Pellegrino dará o chute decisivo.

Em seus pés está o destino.

Kahn adivinha o canto e defende o chute.

O Bayern Munique é campeão europeu.

Dezessete cobranças de pênaltis depois.

Vinte e cinco anos depois de Beckenbauer.

É o sueco Stefan Effenberg quem levanta a taça.

Há exatos 10 anos...

Stefan Effenberg ergue a Copa dos Campeões da Europa
para o Bayern Munique 25 anos depois de Franz Beckenbauer.

Ficha do jogo
23 de maio de 2001
Bayern Munique 1 x 1 Valencia
Decisão por pênaltis: Bayern Munique 5 x 4 Valencia

Estádio San Siro, Milão, Itália.
Árbitro: Dick Jol (Holanda).
Público: 71.500 pessoas.

Gols: Mendieta (Valencia), 2 do primeiro tempo; Effenberg (Bayern Munique), 5 do segundo tempo.

Bayern Munique: Kahn; Kuffour, Patrik Andersson e Linke; Sagnol (Jancker), Lizarazu, Hargreaves, Effenberg (c), Salihamidzic e Scholl (Paulo Sérgio); Élber (Zickler). Técnico: Ottmar Hitzfeld.

Valencia: Cañizares; Angloma, Ayala (Dukic), Pellegrino e Carboni; Baraja, Mendieta (c), Kily González e Aimar (Albelda); Carew e Sánchez (Zahovic). Técnico: Héctor Cúper.

O Bayern Munique campeão europeu em 2001.


segunda-feira, 16 de maio de 2011

RONY RIOS

Ronald Leite Rios, mais conhecido como Rony Rios, nasceu em Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, em 9 de setembro de 1936.

Médico veterinário, comediante e humorista de rádio e TV brasileiro, integrou nos anos 60 o elenco de humorístas da TV Rio e TV Record participando da "Praça da alegria", de Manoel de Nóbrega.

Nos anos 70 transferiu-se para a TV Tupi onde integrava o elenco de humorístas da emissora.

Participou dos humorísticos "Balança mas não cai", "Deu a louca no show" e "Apertura".

Nos anos 80 foi contratado pelo SBT, atuando nos programas "Reapertura", "Praça da alegria" e "A praça é nossa", onde destacou-se por seus papéis da "velha surda" (o mais conhecido de todos), "Philadelpho" (o "Fifo") e o "Explicadinho".

Philadelpho, um dos personagens de Rony Rios.

Além de ator, Rony Rios também trabalhava como médico veterinário.

Até o ano 2000 atuou como diretor do Sindicato dos Artistas.

Rony Rios morreu abatido pelo câncer linfático, em São Paulo, há exatos 10 anos, em 16 de maio de 2001, aos 64 anos.

O humorista deixou a mulher, Omara Losangeles Masson Rios, e o filho, Cassiano Ricardo Rios.

Rony Rios foi um ícone da TV brasileira.

Comediante famoso pela interpretação do personagem Bizantina Scatamachia Pinto, a velha surda e histérica que entendia tudo errado no programa "A praça é nossa", Rony Rios participara do programa desde a sua estreia no SBT em 1987, tendo participado também de sua primeira versão, "A praça da alegria".

A velha surda, personagem mais famoso de Rony Rios.

Outro personagem famoso interpretado por Rony Rios foi o engomado Explicadinho, que sempre repetia a frase "É que eu gosto das coisas bem explicadinhas, nos seus mííiíííiííínimos detalhes...".

Explicadinho, mais um personagem de Rony Rios.

segunda-feira, 7 de março de 2011

UM TÍTULO SINGULAR DO SÃO PAULO

Nove clubes foram campeões do Torneio Rio-São Paulo.

O Palmeiras foi o primeiro campeão em 1933.

Após ter sua disputa interrompida em 1934 e 1940.

Voltou a fazer parte do calendário do futebol em 1950.

O Corinthians venceu o torneio.

O Palmeiras voltaria a conquistá-lo em 1951.

A Portuguesa seria a vencedora da disputa em 1952.

O Corinthians levou o bi-campeonato em 1953 e 1954.

E a Portuguesa voltou a vencer o torneio em 1955.

Após o Rio-São Paulo não ter sido disputado em 1956.

O Fluminense foi o primeiro time do Rio a vencê-lo em 1957.

O Vasco da Gama chegaria ao seu primeiro título em 1958.

E o Santos venceria o torneio de 1959.

Após uma nova conquista do Fluminense em 1960.

O Flamengo foi mais um carioca a erguer a taça em 1961.

E o Botafogo foi o oitavo clube a conquistar o troféu em 1962.

O Santos voltou a conquistar o título em 1963.

Dividiu o título de 1964 com o Botafogo.

O Palmeiras venceu a disputa de 1965.

E quatro times dividiram o título de 1966.

Botafogo, Corinthians, Santos e Vasco da Gama.

Em 1967 o Rio-São Paulo deixou de ser disputado.

O São Paulo era o único time considerado grande.

Que nunca havia vencido o Torneio Rio-São Paulo.

A taça voltou a ser disputada em 1993.

O Palmeiras foi o campeão.

Em 1997 voltou a ser disputado regularmente.

O Santos venceu a edição daquele ano.

O Botafogo venceu em 1998.

Em 1999 o campeão foi o Vasco da Gama.

E em 2000 o Palmeiras sagrou-se campeão.

Na disputa de 2001, enfim, chegou a vez do Tricolor Paulista.

Oito clubes participaram desta edição.

Na primeira fase, dois grupos foram formados.

O Grupo A, com os times cariocas.

O Grupo B, com os times paulistas.

Os clubes de um grupo jogavam contra os clubes do outro.

Turno único, cada equipe jogava quatro vezes.

Fluminense e Botafogo classificaram-se no Grupo A.

Santos e São Paulo classificaram-se no Grupo B.

O São Paulo após uma vitória sobre o Fla no Maracanã.

E um empate do Corinthians no Pacaembu contra o Flu.

Nas semifinais, o São Paulo passou pelo Fluminense.

Num sufoco, nos pênaltis, no Maracanã (7 a 6).

O Botafogo venceu o Santos na Vila Belmiro.

E também estava classificado para a Final.

O primeiro jogo da Final foi no Maracanã.

Goleada do São Paulo por 4 a 1.

O título inédito estava perto.

Noite de quarta-feira, 7 de março de 2001.

São Paulo e Botafogo se enfrentam no Morumbi.

O São Paulo tem Beletti, Maldonado e Luís Fabiano.

Tem ainda Kaká e Júlio Baptista no banco.

Para um público de mais de 71 mil pessoas.

Donizete abre o placar para o Botafogo aos 39 minutos.

O jogo vai para o intervalo com o Botafogo na frente.

Kaká entra no segundo tempo.

E é ele o autor da virada.

Numa atuação que está na memória do torcedor tricolor.

Kaká marcou dois gols em sequência no segundo tempo.

E deu aquele título ainda inédito ao São Paulo.

São Paulo que não vencia uma competição além do Estadual.

Desde o ano de 1994.

Quando fora campeão da extinta Copa Conmebol.

Título inédito que seria o único na história do São Paulo.

O Torneio Rio-São Paulo foi disputado apenas mais uma vez.

Em 2002, quando o Corinthians sagrou-se campeão.

Sim, esse título para o São Paulo foi singular.

Ocorreu há exatos 10 anos...


Ficha do jogo
São Paulo 2 x 1 Botafogo
Estádio do Morumbi, São Paulo.

Público: 71.668 espectadores.
Árbitro: Jorge Rabello (RJ).
Cartões Amarelos: Rogério Pinheiro, Luís Fabiano, Kaká e Taílson.

Gols: Donizete (Botafogo), aos 39 do primeiro tempo; Kaká, aos 34 e 36 do segundo tempo.

São Paulo: Roger, Jean, Wilson, Rogério Pinheiro e Belletti (Reginaldo Araújo); Maldonado, Fabiano (Kaká), Carlos Miguel (Júlio Baptista) e Gustavo Nery; França e Luís Fabiano. Técnico: Oswaldo Alvarez.

Botafogo: Wagner, Fábio Augusto, Dênis, Váldson e Augusto; Júnior, Reidner, Alexandre Gaúcho (Souza) e Rodrigo; Donizete e Taílson (Daniel). Técnico: Sebastião Lazaroni.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A CASA CAIU *



Por 23 minutos, Vasco e São Caetano conseguiram sepultar a imagem de que a Copa João Havelange foi um fracasso completo, em todos os sentidos.

Estádio cheio, jogo emocionante. O volante Claudecir comandando um inacreditavelmente abusado time do ABC paulista que veio da Segunda Divisão, diante do assustado, mas igualmente motivado, time de estrelas do Vasco.

Bola na trave de Hélton, Romário sai machucado. Emoções dignas de uma emocionante Final.


Até que... Bem, vocês sabem o que aconteceu.

Uma briga na Força Jovem (uns criticando e outros elogiando Romário, que deixava o campo por um túnel em frenteà torcida organizada), o tumulto, o alambrado rompido e as pessoas, esmagadas, despencando no gramado.

Mais de 200 feridos, muitas fraturas, três em estado grave. Uma tragédia. A torcida literalmente veio abaixo, e com ela a última esperança de um desfecho decente para um torneio errado desde o começo.


Mas os cartolas do futebol brasileiro não se abalaram com o sofrimento desses torcedores.

Enquanto estes eram levados de maca para as ambulâncias e helicópteros do Corpo de Bombeiros, os dirigentes de Vasco, São Caetano, da federação estadual do Rio e do Clube dos 13 discutiam o prosseguimento do jogo.

Sem alambrado, sem segurança, sem clima.

Os jogadores, meros fantoches, aguardavam tudo quietos.

No cenário, que se tornou tragicômico, reinava o deputado federal Eurico Miranda, que assume este mês a presidência do Vasco. Um sujeito que se considera acima da lei em "seu" território, São Januário.

Depois de limpar o gramado pessoalmente, empapado de suor, ele proclamou: "Vamos recomeçar o jogo". E todos obedeceram.


O comando da polícia era a favor: o cancelamento do jogo traria consequências imprevisíveis em relação ao comportamento da massa.

Instantes depois, o coronel Paulo Gomes, comandante do Corpo de Bombeiros, que havia acatado as ordens de Eurico, comunicava constrangido que o governador Anthony Garotinho telefonou, determinando que a partida fosse encerrada.

"É melhor adiar um jogo do que perder uma vida. Imagine o que faria uma torcida enfurecida caso o São Caetano fizesse um gol", afirmou o governador (que havia oferecido o Maracanã ao Vasco, antes de fechá-lo para reforma).

De fato, ninguém seria qual a reação do povo, fosse dado prosseguimento ao jogo, fosse mandando todo mundo de volta para casa.

"Incompetente, frouxo, imbecil". Esse era Eurico Miranda vituperando contra Garotinho.

"Quando o poder público entra no esporte só se atrapalha". Esse é Eduardo Vianna, o Caixa D'Água, presidente da Federação Estaudal do Rio.

Como se tivessem exemplos a dar.

Já esquecido das centenas de feridos (em respeito aos quais certo comedimento era recomendável), Eurico ordenou que seus jogadores, inclusive Romário, voltassem ao gramado, surrupiassem a taça na beira do campo e dessem a volta olímpica. "Vai Romário!", ordenou.

E o baixinho, manquitolando, foi. Eurico já havia mandado também que começasse o foguetório. Com o estádio praticamente vazio, os vascaínos deram meia volta olímpica e, envergonhados, se retiraram. "Eurico, Eurico!", gritavam os remanescentes.


"O Vasco é o legítimo campeão. Tem todos os méritos. Como o 0 a 0 era nosso e o jogo acabou, nada mais natural que a volta olímpica", disse.

Enquanto isso, a poucos metros, o vice-presidente do São Caetano, Luiz de Paula, tentava entrar no cliima: "Se ele (Eurico) diz que o Vasco é campeão, o São Caetano se contenta com o vice. Vamos comemorar do mesmo jeito".

Patético final, momento do qual os vascaínos certamente não se orgulharão.

Os mais neutros, como Caixa D'Água, ponderavam que o mais sensato seria proclamar os dois times campeões, por falta de datas para um novo jogo.

Enquanto isso, todos procuravam algum bendito representante do Clube dos 13, o responsável pela organização do campeonato pela primeira vez.

Incompetência total. Irresponsabilidade. Descaso.

Mustafá Contursi, presidente do Palmeiras e vice do Clube dos 13, sumiu na multidão.

O pesadelo de São Januário pode servir como verdadeiro livro de regras de como não agir em situação de descontrole de multidões.

Aparentemente, não havia qualquer plano de contingência, nem uma brigada de socorro.

Só meia hora depois do empurra-empurra foram tomadas providências básicas previstas em qualquer manual, como a formação de um cordão de isolamento e a delimitação de uma área para helicópteros de resgate.

Infelizmente, a tragédia poderia, e pode ocorrer, em quase todos os estádios brasileiros, verdadeiras armadilhas para seres humanos.

Os alambrados altíssimos e pontiagudos que impedem invasões de campo são os mesmos que matam, quando os torcedores tentam fugir da debandada.

Na Inglaterra, foram abolidos depois da tragédia de Sheffield, em 1989 (95 mortos, mais de 400 feridos), num jogo entre Liverpool e Nottingham Forest.

Lá, também, todas as arquibancadas têm que ter assentos - torcedores de pé são um enorme fator de risco: difíceis de controlar e sujeitos a corre-corres de consequências imprevisíveis.

Além disso, fica impossível saber ao certo quantas pessoas se encontram no estádio.

É o item número um de qualquer manual de segurança: como assegurar a integridade física dos torcedores quando nem ao menos se sabe quantos estão no estádio?

E certamente havia em São Januário mais que as 33.000 pessoas que esgotaram os ingressos - é duvidoso, aliás, se o estádio do Vasco pode comportar 33.000 pessoas.

PLACAR presenciou, antes do jogo, inúmeras pessoas dando a brasileiríssima, e absurda, carteirada, para entrar sem passar pelas catracas e contribuir para a superlotação.

Nesse caso, de quem é a responsabilidade? Do dono do estádio. E quem se considera o dono de São Januário?

A história do futebol brasileiro não dá nenhum motivo para ter esperança de que o incidente de 30 de dezembro seja o ponto de partida para mudanças, tal como ocorreu na Inglaterra.

De tempos em tempos, casos assim se repetem, e são esquecidos rapidamente.

Quem ainda se lembra do desabamento da arquibancada da Vila Belmiro, que feriu centenas de pessoas num Santos x Corinthians do distante 1964?

Quem foi punido pela queda de dezenas de torcedores (quatro mortos) da arquibancada do Maracanã, no Flamengo x Botafogo decisivo de 1992?

O fim dos alambrados, a proibição de arquibancadas sem assentos nos estádios brasileiros, a obrigatoriedade de brigadas de segurança, com planos de emergência definidos (como a legislação exige para os cinemas) são providências que dependem apenas da vontade de dirigentes e legisladores sérios.

Coisa que a Copa João Havelange 2000, com sua decisão esdrúxula, provou que não temos.


* Publicado na Revista PLACAR, em janeiro de 2001.


Ocorreu há exatos 10 anos. E hoje, como estamos?

Estamos...

Há três anos e meio de uma Copa do Mundo!...