quinta-feira, 31 de março de 2011

RENÉ DESCARTES

René Descartes nasceu em La Haye en Touraine (atual Descartes), na França, há exatos 415 anos, em 31 de março de 1596.

Filósofo, físico e matemático francês, foi também conhecido durante a Idade Moderna por seu nome latino Renatus Cartesius.

Notabilizou-se sobretudo por seu trabalho revolucionário na filosofia e na ciência, mas também obteve reconhecimento matemático por sugerir a fusão da álgebra com a geometria - fato que gerou a geometria analítica e o sistema de coordenadas que hoje leva o seu nome.

Por fim, ele foi uma das figuras-chave na Revolução Científica.

Descartes, por vezes chamado de "o fundador da filosofia moderna" e o "pai da matemática moderna", é considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da História do Pensamento Ocidental.

Inspirou contemporâneos e várias gerações de filósofos posteriores; boa parte da filosofia escrita a partir de então foi uma reação às suas obras ou a autores supostamente influenciados por ele.

Muitos especialistas afirmam que a partir de Descartes inaugurou-se o racionalismo da Idade Moderna.

Décadas mais tarde, surgiria nas Ilhas Britânicas um movimento filosófico que, de certa forma, seria o seu oposto - o empirismo, com John Locke e David Hume.

Aos oito anos, Descartes ingressou no colégio jesuíta Royal Henry-Le-Grand, em La Flèche.

O curso durava três anos, tendo Descartes sido aluno do Padre Estevão de Noel.

Descartes reconheceu que lá havia certa liberdade, no entanto no seu "Discurso sobre o método" declara a sua decepção, não com o ensino da escola em si, mas com a tradição Escolástica, cujos conteúdos considerava confusos, obscuros e nada práticos.

Em carta a Mersenne, diz que "os Conimbres são longos, sendo bom que fossem mais breves. Crítica, aliás, já então corrente, mesmo nas escolas da Companhia de Jesus".

Descartes esteve em La Flèche por cerca de nove anos (1606-1615).

Prosseguiu depois seus estudos graduando-se em Direito, em 1616, pela Universidade de Poitiers.

No entanto, Descartes nunca exerceu o Direito, e em 1618 alistou-se no exército do Príncipe Maurício de Nassau, com a intenção de seguir carreira militar.

Mas se achava menos um ator do que um espectador: antes ouvinte numa escola de guerra do que verdadeiro militar.

Conheceu então Isaac Beeckman, que o influenciou fortemente e compôs um pequeno tratado sobre música intitulado Compendium Musicae (Compêndio de Música).

Também é dessa época (1619-1620) o Larvatus prodeo (Ut comœdi, moniti ne in fronte appareat pudor, personam induunt, sic ego hoc mundi teatrum conscensurus, in quo hactenus spectator exstiti, larvatus prodeo).

Esta declaração do jovem Descartes no preâmbulo das Cogitationes Privatae (1619) é interpretada como uma confissão que introduz o tema da dissimulação, e, segundo alguns, marca uma estratégia de separação entre filosofia e teologia.

Jean-Luc Marion, em seu artigo Larvatus pro Deo: Phénoménologie et théologie refere-se à abordagem dionisíaca do homem escondido diante de Deus (larvatus pro Deo) como justificativa teológica do filósofo que avança mascarado (larvatus prodeo).

Em 1619, viaja até a Alemanha, onde, no dia 10 de novembro, teve uma visão em sonho de um novo sistema matemático e científico.

Em 1622 ele retorna à França passando os anos seguintes em Paris.

Em 1628 compõe as Regulae ad directionem ingenii (Regras para a Direção do Espírito) e parte para a Holanda, onde viverá até 1649.

Em 1629, começa a redigir o Tratado do Mundo, uma obra de Física na qual aborda a sua tese sobre o heliocentrismo.

Porém, em 1633, quando Galileu é condenado pela Inquisição, Descartes abandona seus planos de publicá-lo.

Em 1637, publica três pequenos tratados científicos: "A Dióptrica", "Os Meteoros" e "A Geometria", mas o prefácio dessas obras é que faz seu futuro reconhecimento: o Discurso sobre o método.

Em 1641, aparece sua obra filosófica e metafísica mais imponente: as Meditações Sobre a Filosofia Primeira, com os primeiros seis conjuntos de Objeções e Respostas.

Os autores das objeções são: do primeiro conjunto, o teólogo holandês Johan de Kater; do segundo, Mersenne; do terceiro, Thomas Hobbes; do quarto, Arnauld; do quinto, Gassendi; e do sexto conjunto, Mersenne.

Em 1642, a segunda edição das Meditações incluía uma sétima objeção, feita pelo jesuíta Pierre Bourdin, seguida de uma Carta a Dinet.

Em 1643, o cartesianismo é condenado pela Universidade de Utrecht.

Descartes inicia a sua longa correspondência com a Princesa Isabel, filha mais velha de Frederico V e de Isabel da Boêmia.

A correspondência dura sete anos, até a morte do filósofo, em 1650.

Também no ano de 1643, Descartes publica "Os Princípios da Filosofia".

Em 1644, faz uma visita rápida à França, onde encontra Chanut, o embaixador francês junto à corte sueca, que o põe em contato com a Rainha Cristina da Suécia.

Nesta ocasião, Descartes teria declarado que o Universo é totalmente preenchido por um "éter" onipresente.

Assim, a rotação do Sol, através do éter, criaria ondas ou redemoinhos, explicando o movimento dos planetas, tal qual uma batedeira.

O éter também seria o meio pelo qual a luz se propaga, atravessando-o pelo espaço, desde o Sol até nós.

Em 1647 Descartes é premiado pelo Rei da França com uma pensão e começa a trabalhar na Descrição do Corpo Humano.

Entrevista Frans Burman em Egmond-Binnen (1648), resultando na Conversa com Burman.

Em 1649, vai à Suécia, a convite da Rainha Cristina.

Seu Tratado das Paixões, que ele dedicou a sua amiga Isabel da Boêmia, fora publicado.

René Descartes morreu de pneumonia no dia 11 de fevereiro de 1650, aos 53 anos, em Estocolmo, onde estava trabalhando como professor a convite da Rainha.

A vila no vale do Loire onde ele nasceu foi renomeada La Haye-Descartes e, posteriormente, já no final do século XX, Descartes.

O pensamento de Descartes é revolucionário para uma sociedade feudalista em que ele nasceu, onde a influência da Igreja ainda era muito forte e quando ainda não existia uma tradição de "produção de conhecimento".

Aristóteles tinha deixado um legado intelectual que o clero se encarregava de disseminar.

Foi um dos precursores do movimento racionalista e defendeu a tese de que a dúvida era o primeiro passo para se chegar ao conhecimento.

Descartes viveu numa época marcada pelas guerras religiosas entre Protestantes e Católicos na Europa - a Guerra dos Trinta Anos.

Viajou muito e viu que sociedades diferentes têm crenças diferentes, mesmo contraditórias.

Aquilo que numa região é tido por verdadeiro, é considerado ridículo, disparatado e falso em outros lugares.

Descartes viu que os costumes, a história de um povo, sua tradição cultural influenciam a forma como as pessoas pensam naquilo em que acreditam.

Descartes é considerado o primeiro filósofo moderno.

A sua contribuição à epistemologia é essencial, assim como às ciências naturais por ter estabelecido um método que ajudou no seu desenvolvimento.

Descartes criou, em suas obras "Discurso sobre o método" e "Meditações" as bases da ciência contemporânea.

O método cartesiano consiste no Ceticismo Metodológico - que nada tem a ver com a atitude cética: duvida-se de cada ideia que não seja clara e distinta.

Ao contrário dos gregos antigos e dos escolásticos, que acreditavam que as coisas existem simplesmente porque precisam existir, ou porque assim deve ser etc., Descartes instituiu a dúvida: só se pode dizer que existe aquilo que puder ser provado, sendo o ato de duvidar indubitável.

Baseado nisso, Descartes busca provar a existência do próprio eu (quem duvida, portanto, é sujeito de algo - ego cogito ergo sum - eu que penso, logo existo) e de Deus.

Em relação à Ciência, Descartes desenvolveu uma filosofia que influenciou muitos, até ser superada pela metodologia de Newton.

Ele sustentava, por exemplo, que o universo era pleno e não poderia haver vácuo.

Acreditava que a matéria não possuía qualidades secundárias inerentes, mas apenas qualidades primárias de extensão e movimento.

Ele dividia a realidade em "res cogitans" (consciência, mente) e "res extensa" (matéria).

Acreditava também que Deus criou o universo como um perfeito mecanismo de moção vertical e que funcionava deterministicamente sem intervenção desde então.

Matemáticos consideram Descartes muito importante por sua descoberta da geometria analítica.

Até Descartes, a geometria e a álgebra apareciam como ramos completamente separados da Matemática.

Descartes mostrou como traduzir problemas de geometria para a álgebra, abordando esses problemas através de um sistema de coordenadas.

A teoria de Descartes forneceu a base para o Cálculo de Newton e Leibniz, e então, para muito da matemática moderna.

Isso parece ainda mais incrível tendo em mente que esse trabalho foi intencionado apenas como um exemplo no seu "Discurso Sobre o Método".

René Descartes

quarta-feira, 30 de março de 2011

FRANCISCO DE GOYA

Francisco José de Goya y Lucientes nasceu em Fuendetodos, Zaragoza, há exatos 265 anos, em 30 de março de 1746.

Pintor espanhol, conhecido como "o turbulento" e considerado "o Shakespeare do pincel", suas produções artísticas incluem uma ampla variedade representativa de retratos, paisagens, cenas mitológicas, tragédia, comédia, sátira, farsa, homens, deuses e demônios, feiticeiros e um pouco do obsceno.

Filho de José Benito de Goya y Franque e de Gracia y Lucientes Salvador, Goya passou a infância em Fuendetodos, onde sua família morava em uma casa com o brasão da família de sua mãe.

O pai ganhava a vida como dourador.

Em 1749, a família comprou uma casa na cidade de Zaragoza e alguns anos mais tarde mudou-se para lá.

Goya frequentou a Escuelas Pias, onde fez uma estreita amizade com Martin Zapater, sendo sua correspondência ao longo dos anos considerada uma valiosa fonte para as biografias de Goya.

Aos 14 anos, entrou para a aprendizagem com o pintor Don José Luzan y Martinez.

Como era costume na época, começou fazendo cópias de pinturas de vários mestres.

Aos dezessete anos, transferiu-se para Madrid, onde estudou com Anton Raphael Mengs, um pintor que era popular na realeza espanhola.

Entrou em choque com seu mestre e seus exames foram insatisfatórios.

Tentou por duas vezes, uma em 1763 e outra em 1766, entrar para a Academia de Belas Artes, sendo rejeitado em ambas as tentativas.

Os biógrafos atribuem a Goya todo o tipo de aventuras nos anos que se seguiram, como a de ter-se tornado toureiro em Roma e ter-se envolvido em inúmeras aventuras amorosas.

No final de 1771, inscreveu-se em um concurso da Academia de Belas Artes de Parma, recebendo uma menção honrosa e sua primeira encomenda: o afresco na Igreja Nossa Senhora do Pilar, em Zaragoza.

A partir daí, seguiram-se encomendas para o Palácio de Sobradiel e o Monastério Aula Dei.

Entre os anos de 1773 e 1774 foram executadas, provavelmente, as últimas pinturas desse período em que esteve em Zaragoza.

Goya se casou com Josefa Bayeu, irmã dos artistas Francisco e Ramon Bayeu.

Enquanto esteve em Madrid, trabalhou para várias fábricas, fazendo desenhos para tapeçarias.

São desse período os desenhos que ganharam fama, com reprodução de cenas folclóricas e de paisagens.

Contudo, ele não era um artista interessado em paisagens e o fundo de suas obras mostra o pouco interesse que ele tinha por elas.

Depois de estabelecido em Madrid, começou a pintar retratos.

O mais antigo que se conhece, data de 1774, sendo que no ano de 1778 fez nada menos do que quatorze retratos.

No ano de 1780, entrou para a Academia de San Fernando e apresentou a obra "La Crucificada".

Nessa pintura, Goya seguiu as regras acadêmicas, provando que era um mestre do estilo convencional.

Em 1785, começou a receber encomendas da aristocracia.

A primeira encomenda foi para o "Festival Folclórico" do dia de Santo Isidoro.

No mesmo ano, executou o primeiro retrato de um membro da nobreza, a Duquesa de Osuna.

Em 25 de abril de 1785, depois da morte de Carlos III e da coroação de Carlos IV, foi nomeado "Primeiro Pintor da Câmara do Rei", tornando-se o pintor oficial do monarca e sua família.

Em 1790, pintou um de seus auto-retratos.

Em 1792, numa viagem a Andaluzia, contraiu uma doença séria e desconhecida, transmitida por seu amigo Sebastián Martínez, ficando temporariamente paralítico, parcialmente cego e totalmente surdo.

Com a doença, perdeu sua vivacidade, seu dinamismo, sua autoconfiança.

A alegria desapareceu lentamente de suas pinturas, as cores se tornaram mais escuras e seu modo de pintar ficou mais livre e expressivo.

Parcialmente recuperado, retornou a Madrid em 1793 e continuou a trabalhar como artista da Corte, porém buscou outras inspirações para expressar sua fantasia e invenção sem limite, o que as obras sob encomenda não lhe permitiam.

Devido à doença, Goya passou a não ter mais muito respeito pela aristocracia, expondo nas suas pinturas as verdadeiras identidades e as fraquezas dos modelos.

Um exemplo é o retrato do rei Fernando VII da Espanha.

Seus retratos deste período mostram, todavia, a sua fascinação pelas mulheres e pelas crianças, não igualada por nenhum outro artista, com a possível exceção de Renóir.

Dois retratos de mulheres, executados nessa época, mostram claramente essa qualidade: "Doña Antonia Zarate", orgulhosa, ereta, coquete e algo triste; e a "Condesa de Chinchón", o mais terno de seus retratos de mulheres, no qual o rosto infantil e a postura frágil dos ombros contrastam com o traje elegantemente pintado.

Estes retratos foram como um último adeus às alegrias da vida, porque pouco depois Goya se exilou em sua Quinta del Sordo, em Madrid.

As guerras napoleônicas vieram e se foram, e os horrores sofridos pelos espanhóis deixaram um Goya amargo, transformando a sua arte em um ataque contra a conduta insana dos seres humanos, passando a retratar a falta de sentido do sofrimento humano, tanto injusto como não merecido.

Entre os anos de 1810 e 1814, produziu sua famosa série de pinturas "Los Desastres de la Guerra" e suas duas obras primas "El Segundo de Mayo 1808" e "El Tercero de Mayo 1808" (também conhecido como "Los fusilamientos en la montaña del Príncipe Pío" ou "Los fusilamientos del tres de mayo" ).

Estas pinturas demonstram um uso de cores extremamente poderoso e expressivo.

Pela primeira vez, a guerra foi descrita como fútil e sem glória, e pela primeira vez não havia heróis, somente assassinos e mortos.

Em 1821 a Inquisição abriu um processo contra Goya por considerar obscenas as suas "Majas", mas o pintor conseguiu livrar-se, sendo-lhe restituída a função de "Primeiro Pintor da Câmara".

La Maja Desnuda

La Maja Vestida

Durante a última parte de sua vida, Goya cobriu as paredes de sua Quinta del Sordo com as famosas "pinturas negras", as últimas e mais misteriosas de seu gênio atormentado, como "Saturno devorando a un hijo" (1815) que se encontra atualmente no Museu do Prado.

Saturno devorando a un hijo

Esta pintura constitui uma referência aos conflitos internos da Espanha, durante o reinado absolutista de Fernando VII, mas será também um reflexo da degradação da sua saúde física e mental.

Em 1824, Goya se exilou em Bordeaux, França.

Francisco de Goya morreu em 15 de abril de 1828, em Bordeaux, na França, aos 82 anos.

Francisco de Goya

terça-feira, 29 de março de 2011

APÓS 13 ANOS DE LUTA CONTRA O CÂNCER, JOSÉ ALENCAR MORRE EM SÃO PAULO AOS 79 ANOS *


Depois de lutar por mais de 13 anos contra um câncer na região abdominal, o ex-vice-presidente da República José Alencar morreu na tarde desta terça-feira (29), aos 79 anos, em São Paulo.

A morte foi às 14h41 em decorrência do câncer e de falência múltipla dos órgãos.

O corpo será velado nesta quarta-feira (30), no Palácio do Planalto, em Brasília.

Na quinta-feira (31), o corpo vai para Belo Horizonte, onde será novamente velado no Palácio da Liberdade e, posteriormente, enterrado no cemitério do Bonfim, na capital mineira.

Durante o tratamento contra o câncer, Alencar foi submetido a 17 cirurgias, perdeu um rim, dois terços do estômago e partes dos intestinos delgado e grosso.

Alencar era casado com Mariza Campos Gomes da Silva, pai de três filhos - Josué Christiano, Maria da Graça e Patrícia - e avô de cinco netos (em 2001 ele passou a responder a um processo de reconhecimento de paternidade ajuizado por Rosemary de Moraes).

O quadro clínico do empresário que ajudou a eleger Lula em 2002 e em 2006 piorou três dias antes do último Natal, quando foi internado com urgência após uma nova hemorragia abdominal provocada pelo tumor no intestino.

Os médicos contiveram o sangramento, mas não puderam retirar os tecidos comprometidos pela doença, impedindo o político mineiro de se despedir do cargo em Brasília e de participar da posse da presidente Dilma Rousseff.

De dezembro até os primeiros meses de 2011, o ex-vice voltou a ser internado diversas vezes, sempre em situação muito grave.

Cirurgias foram descartadas nas últimas internações devido ao estado delicado de sua saúde.

Em novembro de 2009, Alencar garantiu que se a saúde permitisse seria candidato ao Senado.

No início do ano passado, cogitou tentar o governo de Minas Gerais.

Porém, em abril, afirmou que não disputaria cargos por estar em tratamento de quimioterapia contra o câncer.

"Decidi não me candidatar a nada. Vou cumprir o meu mandato até o último dia, se Deus quiser, e descer a rampa da mesma forma que subi. Subi a rampa com ele [Lula], vou descer com ele. Ele também não se afastou, vamos juntos", disse na ocasião.

Proibido pelos médicos, ficou no hospital enquanto Dilma e seu sucessor, Michel Temer, recebiam o cargo no Palácio do Planalto.

Os problemas do ex-vice-presidente com o câncer começaram em 1997, quando descobriu dois pequenos tumores malignos no rim direito e no estômago.

Na ocasião, Alencar foi operado no mesmo dia.

Submeteu-se a duas cirurgias - em 2000 e 2002 - para tratar de um câncer da próstata.

Em 2006, foi a vez de um tumor retroperitonial (atrás da membrana serosa que recobre as paredes do abdome e a superfície dos órgãos digestivos).

Em outubro de 2007 Alencar foi operado novamente do tumor no retroperitônio.

Numa revisão da cirurgia em 20 de dezembro, foi detectado um "ponto minúsculo" na mesma região, e os médicos decidiram fazer sessões de quimioterapia para combatê-lo.

Entre 12 e 19 de janeiro de 2008, ficou internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por conta de uma infecção decorrente da quimioterapia.

Recebeu alta aparentando fragilidade, mas com otimismo.

Na ocasião, disse que queria almoçar em uma churrascaria.

Depois disso, voltou a ser hospitalizado outras vezes para ser submetido a tratamentos de quimioterapia.

No dia 26 de julho de 2008, Alencar admitiu em uma entrevista coletiva que estava novamente com câncer.

Ele disse a jornalistas, em Brasília, que exames de rotina feitos em São Paulo mostraram "uma recorrência".

Na ocasião, ele descartou a possibilidade de se afastar temporariamente da Vice-Presidência da República.

Em janeiro de 2009, enfrentou cerca de 17 horas de operação para a retirada de nove tumores na região abdominal.

Na mesma cirurgia, os médicos retiraram parte do intestino delgado, outra do intestino grosso e uma porção do ureter, canal que liga o rim à bexiga.

Alencar ficou internado 22 dias após a operação.

Já em maio do mesmo ano, novos exames apontaram o retorno de tumores malignos em "alguns pontos da cavidade abdominal".

Mas, no final de outubro de 2009, Alencar disse que o último exame realizado mostrava uma "redução substancial" dos tumores.

No início de julho de 2010, Alencar deu entrada no hospital Sírio-Libanês para uma sessão de quimioterapia, mas apresentou uma crise de hipertensão e foi internado em seguida.

Após três dias, foi diagnosticada uma isquemia (deficiência na irrigação sanguínea) cardíaca, o que estava provocando uma irrigação insuficiente em uma das paredes laterais de seu coração.

Por isso, foi feita a colocação do stent (dispositivo para dilatar vasos sanguíneos) no coração.

Na ocasião, ele também passou por um cateterismo (exame para verificar as condições de vasos sanguíneos).

Em setembro, o vice-presidente voltou a ser internado para tratar um edema agudo de pulmão.

Já no final de outubro, Alencar foi internado com um quadro de suboclusão intestinal.

No começo de novembro, sofreu um infarto agudo do miocárdio e foi submetido a um novo cateterismo.

No dia 27 de novembro, Alencar foi operado para desobstruir o intestino.

A cirurgia durou cinco horas e resultou na extração de dois nódulos e 20 centímetros de seu intestino delgado.

No final do procedimento, ele sofreu uma arritmia cardíaca, que foi revertida.

No meio de dezembro, Alencar deixou o hospital após passar 25 dias se recuperando da cirurgia e submetendo-se a sessões de hemodiálise, por conta do comprometimento das funções renais.

Em 22 de dezembro, porém, voltou ao hospital, de onde só recebeu alta no dia 26 de janeiro.

Alencar voltou a ser internado às pressas no dia 9 de fevereiro devido a uma perfuração intestinal.

Ele deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no dia 15 de fevereiro e recebeu alta médica 34 dias depois.

No dia 28 de março retornou ao hospital em situação considerada crítica e foi internado novamente na UTI.

Filho de um pequeno comerciante de um vilarejo mineiro, José Alencar Gomes da Silva começou a trabalhar cedo e deixou a família quando tinha 14 anos para empregar-se numa loja na sede do município de Muriaé (MG).

Em 1947, atrás de um emprego melhor, mudou-se para Caratinga, cidade em que conheceu Mariza, com quem se casou.

Aos 18 anos, foi emancipado pelo pai (na época, a maioridade civil ocorria aos 21 anos) e, com apoio financeiro de um irmão, abriu uma loja na cidade.

Hoje, a Coteminas S.A., controlada pela família de Alencar, é a maior empresa do setor têxtil do país e um dos mais importantes grupos econômicos do Brasil.

Alencar causou surpresa, à esquerda e à direita, ao aceitar a posição de vice na vitoriosa chapa de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, na campanha de 2002.

Quatros anos depois, foi reeleito vice-presidente.

Em julho de 2010, um juiz da comarca de Caratinga (MG), declarou José Alencar oficialmente pai de Rosemary de Morais, que passou a assinar Gomes da Silva.

A sentença faz parte de uma ação de reconhecimento de paternidade ajuizada em 2001.

* Publicado no UOL às 14:55 hs.

LUIZINHO MESQUITA

Luís Mesquita de Oliveira, o Luizinho, nasceu no Rio de Janeiro, há exatos 100 anos, em 29 de março de 1911.

Jogador de futebol, atuava como atacante.

Considerado o melhor ponta-direita brasileiro da década de 30, participou das Copas do Mundo de 1934 e 1938.

Embora carioca, Luizinho fez carreira no futebol de São Paulo.

Veloz, driblador, precisão nos cruzamentos, chutes potentes e com direção, Luizinho começou no Anglo-Brasileiro em 1928, onde ficou até o ano seguinte, quando assinou com o Clube Atlético Paulistano.

Jogou no São Paulo da Floresta durante quase toda a existência do clube, entre 1930 e 1934.

Sagra-se campeão paulista em 1931.

Equipe do São Paulo da Floresta na década de 30.
Em pé, da esquerda para a direita:
Armandinho, Barthô, Bino, Araken, Clodô, Friedenreich,
Luizinho, Sasso, Milton e Junqueirinha.
Agachado, o goleiro Joãozinho.

Em 1934 defende a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1934, atuando na partida em que o Brasil perdeu para a Espanha em Gênova por 3 a 1.

Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1934.
Em pé: Pedrosa, Martim, Armandinho, Tinoco,
Patesko, Luizinho, Luiz Luz e Leônidas.
Agachados:Áttila, Sylvio Hoffmann, Waldemar de Brito,
Canalli, Germano, Carvalho Leite, Otacílio e Waldyr.

Após a falência do São Paulo da Floresta, foi atuar pelo Clube Atlético Estudantes de São Paulo (criado por antigos membros do São Paulo da Floresta) em 1935.

Em 1936 iniciou sua trajetória no Palestra Itália, atual Palmeiras, onde ficou até 1940.

Em 1936 sagrou-se campeão paulista.
  
Palestra Itália campeão paulista de 1936.
Em pé: Luizinho, Del Nero, Barcelona, Dula,
Tunga, Begliomini, Moacir e Carnera.
Agachados: Rolando, Mathias e Jurandir.

Em 1937 disputou o Campeonato Sul-Americano (atual Copa América) pela Seleção Brasileira na Argentina.

O Brasil sagrou-se vice-campeão do torneio e Luizinho foi o artilheiro do Brasil ao lado de Patesko, com quatro gols.

Em 1938 foi novamente convocado para a Seleção Brasileira para a disputa da Copa do Mundo de 1938, na França.

Disputou duas partidas, contra Tchecoslováquia e Itália.

O Brasil terminou em terceiro lugar naquela Copa do Mundo.

Em 1940 volta a sagrar-se campeão paulista pelo Palestra Itália.

Palestra Itália campeão paulista de 1940.
Da esquerda para a direita: Luizinho, Lima, Pipi,
Carlos, Canhoto, Del Nero, Oliveira, Junqueira,
Etchevarrieta, Carnera e Gijo.

Jogou ao todo no Palestra Itália 163 partidas, marcando 123 gols.

Em 1941, Luizinho passa a jogar pelo São Paulo Futebol Clube.

Malandro, antes do início das partidas, ele chamava a atenção dos zagueiros adversários para o perigo que Leônidas representava.

Com as preocupações voltadas para o companheiro, Luizinho jogava mais solto.

Luizinho tinha o hábito de ficar treinando cabeçadas, fingindo que a porta aberta do vestiário era o gol.

Em 1943 sagra-se campeão paulista pelo Tricolor.
  
Equipe do São Paulo no início da década de 40.
Em pé: Piolim, Zarzur, Renganeschi, Rui, Bauer e Gijo.
Agachados: Luizinho, Sastre, Leônidas, Remo e Teixeirinha.

Em 1944 atua pela última vez pela Seleção Brasileira, num amistoso contra o Uruguai, no Pacaembu, vencido pelo Brasil por 4 a 0.

Disputou ao todo 18 partidas pela Seleção Brasileira, marcando 5 gols.

Ainda em 1944 sagrou-se artilheiro do campeonato paulista, com 22 gols.

Em 1945 e 1946 sagra-se bi-campeão paulista pelo São Paulo, atuando como capitão do time.

São Paulo campeão paulista em 1945.
Luizinho é o penúltimo jogador da esquerda para a direita.

São Paulo campeão paulista em 1946.
Em pé: Rui, Bauer, Piolim, Gijo, Reganeschi e Noronha.
Agachados: Luizinho, Sastre, Leônidas, Remo e Teixeirinha.

Permanece atuando pelo São Paulo até o fim de 1946, ano em que encerra sua carreira futebolística, após disputar 135 jogos e marcar 96 gols pelo clube tricolor.

Luizinho morreu em 27 de dezembro de 1983, em São Paulo, aos 72 anos.

segunda-feira, 28 de março de 2011

MARIO VARGAS LLOSA

Jorge Mario Vargas Llosa nasceu em Arequipa, no Peru, há exatos 75 anos, em 28 de março de 1936.

Escritor, jornalista, ensaista e político, foi laureado com o Prêmio Nobel de Literatura de 2010.

Nascido em uma família de classe média, único filho de Ernesto Vargas Maldonado e Dora Llosa Ureta, seus pais separaram-se após cinco meses de casamento.

Com isto, Vargas Llosa não conheceu o pai até os dez anos de idade.

Sua primeira infância foi em Cochabamba, na Bolívia, mas no período do governo José Luis Bustamante y Rivero, seu avô obtém um importante cargo político no governo, em Piura, no norte do Peru, e sua mãe retorna ao Peru, para viver naquela cidade.

Em 1946 muda-se para Lima e então conhece seu pai.

Os pais reconciliam-se e, durante sua adolescência, a família continua vivendo em Lima.

Ao completar 14 anos, ingressa, por vontade paterna, no Colégio Militar Leôncio Prado, em La Perla, como aluno interno, ali permanecendo por dois anos.

Essa experiência será o tema do seu primeiro livro - "La ciudad y los perros" ("A cidade e os cachorros", em tradução livre), publicado no Brasil como "Batismo de Fogo" e, posteriormente, como "A cidade e os cachorros".

Em 1953 é admitido na tradicional Universidad Nacional Mayor de San Marcos.

Ali estudou Letras e Direito, contra a vontade de seu pai.

Aos 19 anos, casa-se com Julia Urquidi, irmã da mulher de seu tio materno, e passa a ter vários empregos para sobreviver: atua como redator, mas também fichando livros e até mesmo revisando nomes em túmulos nos cemitérios.

Em 1958 recebe uma bolsa de estudos "Javier Prado" a vai para a Espanha, onde obtém doutorado em Filosofia e Letras, na Universidade Complutense de Madri.

Em seguida vai para a França, onde vive durante alguns anos.

Em 1964 divorcia-se de Júlia e em 1965 casa-se com a prima Patrícia Llosa, com quem tem três filhos: Álvaro, Gonzalo e Morgana.

Sua obra critica a hierarquia de castas sociais e raciais, vigente ainda hoje, segundo o escritor, no Peru e na América Latina.

Seu principal tema é a luta pela liberdade individual na realidade opressiva do Peru.

A princípio, assim como vários outros intelectuais de sua geração, Vargas Llosa sofreu a influência do existencialismo de Jean Paul Sartre.

Muitos dos seus escritos são autobiográficos, como "A cidade e os cachorros" (1963), "A Casa Verde" (1966) e "Tia Júlia e o Escrevinhador"(1977).

Por "A cidade e os cachorros" recebeu o Prêmio Biblioteca Breve da Editora Seix Barral e o Prêmio da Crítica de 1963.

Sua obra seguinte, "A Casa Verde", mostra a influência de William Faulkner.

O romance narra a vida das personagens em um bordel, cujo nome dá título ao livro.

Seu terceiro romance, "Conversa na Catedral", publicado em quatro volumes e que o próprio Vargas Llosa caracterizou como obra completa, narra fases da sociedade peruana sob a ditadura de Odria em 1950.

Em 1981 publica "A Guerra do Fim do Mundo", sobre a Guerra de Canudos, que dedica ao escritor brasileiro Euclides da Cunha, autor de "Os Sertões".

A partir de 1980 começa a ter maiores atividades políticas no país.

Em 1983, a pedido do próprio presidente Fernando Belaunde Terry, preside comissão que investiga a morte de oito jornalistas.

Em 1987 inicia o movimento político liberal contra a estatização da economia, o que ia de encontro ao presidente Alan García.

Em 1990 concorre à presidência do país com a Frente Democrata (FREDEMO), partido de centro-direita, mas perde a eleição para Alberto Fujimori.

Após isso, retorna a Londres e reinicia suas atividades literárias.

Em 2006, em sua mais recente visita ao país, apoia a candidatura de Lourdes Flores, sendo vitorioso Alan García.

Suas experiências como escritor e candidato presidencial estão expostas na autobiografia "Peixe na Água", publicada em 1991.

Ao longo de sua carreira, Mario Vargas Llosa recebeu inúmeros prêmios e condecorações.

Em 7 de outubro de 2010 foi agraciado com o Prêmio Nobel da Literatura pela Academia Sueca de Ciências "por sua cartografia de estruturas de poder e suas imagens vigorosas sobre a resistência, revolta e derrota individual".

O presidente do Peru, Alan García, considerou o prêmio a Llosa como "um reconhecimento a um peruano universal".

O escritor peruano Mario Vargas Llosa

domingo, 27 de março de 2011

CAMPEONATOS ESTADUAIS: BALANÇO DO FIM DE SEMANA

Fim de semana movimentado nos Estaduais.

Pelo Campeonato Paulista.

Os quatro grandes já estão classificados.

Para as quartas-de-final.

Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos.

O São Paulo venceu o clássico contra o Corinthians.

2 a 1 com direito ao centésimo gol de Rogério Ceni.

As demais vagas no G-8.

Permanecem com os mesmos times.

Mirassol, Ponte Preta, Paulista e Oeste.

Destes, apenas o Oeste venceu nesta rodada.

Outros seis times brigam pelas vagas.

A reta final do Paulistão promete.

A Série A-2 do Paulista definiu seus oito classificados.

Catanduvense, Rio Preto, Comercial e Monte Azul.

São os classificados do Grupo A.

São José, XV de Piracicaba, Atlético Sorocaba e Guarani.

São os classificados do Grupo B.

Marília, Sertãozinho, São Bento e Rio Branco.

Estão rebaixados para a Série A-3.

Na Série A-3, o Penapolense já está na segunda fase.

O XV de Jaú também está muito próximo da vaga.

O Grupo 2 está mais disputado.

E é liderado pelo Grêmio Osasco.

Clássico no Campeonato Carioca.

Fluminense e Vasco empataram em 0 a 0.

O Flamengo também não passou de um empate.

3 a 3 com o Madureira.

Botafogo e Boavista também empataram (0 a 0).

No Grupo A, três times tem dez pontos.

Vasco, Boavista e Americano.

O Flamengo tem nove.

O Grupo B é liderado pelo Olaria, com doze pontos.

O Botafogo tem dez.

Fluminense e Duque de Caxias tem oito pontos.

Teve clássico também em Minas.

O Cruzeiro venceu o América por 3 a 2.

Consolidou sua liderança na primeira fase do Mineiro.

O América de Teófilo Otoni também venceu.

2 a 1 sobre o Guarani de Divinópolis.

É o segundo lugar da primeira fase.

Nesta rodada o Atlético não jogou.

É o terceiro colocado na tabela.

O Funorte venceu seu primeiro jogo ontem.

1 a 0 sobre o Tupi.

O Ipatinga, que empatou com o Villa Nova em 2 a 2.

Passou a ser o lanterna.

Clássico no Ceará.

O Fortaleza bateu o Ceará por 1 a 0, gol de Tatu.

E agora lidera o segundo turno.

O Ceará é apenas o quinto.

Clássico também em Goiás.

O Vila Nova bateu o líder Atlético por 1 a 0.

Anapolina, Goianésia e Santa Helena também venceram.

O Goiás enfrenta amanhã o Morrinhos.

O Atlético permanece líder, sete pontos à frente do Vila.

Clássico em Santa Catarina.

O Joinville deu um passeio no Avaí, 4 a 0.

Mas o líder do segundo turno ainda é a Chapecoense.

Apesar da derrota de hoje para o Figueirense, 2 a 1.

Agora o Campeonato Gaúcho.

O Internacional permanece líder do Grupo A.

Empatou com o São Luiz em 0 a 0.

Mas o Lajeadense também não passou de um empate.

1 a 1 contra o Ypiranga de Erechim.

Quem lidera o Grupo B é o Santa Cruz.

Joga apenas amanhã contra o Porto Alegre.

O vice-líder, Cruzeiro, perdeu para o Veranópolis, 2 a 0.

O Grêmio é terceiro, venceu hoje o Pelotas, 3 a 1.

Destaque-se ainda a goleada do Juventude.

5 a 0 sobre o Inter de Santa Maria.

Pelo Campeonato Baiano.

Bahia e Vitória venceram hoje.

O Bahia fez 3 a 0 no seu xará de Feira de Santana.

O Vitória fez 3 a 1 no Feirense.

Ambos lideram seus Grupos na segunda fase.

Pelo Campeonato Paranaense.

O Coritiba venceu mais uma, 4 a 2 sobre o Iraty.

E permanece liderando o segundo turno.

100% de aproveitamento.

O Atlético chegou à vice-liderança, cinco pontos atrás.

Venceu o Cascavel por 2 a 0.

Operário, Paranavaí e Paraná dividem a terceira posição.

Pelo Campeonato Brasiliense.

Rodada inaugural do Quadrangular Final.

Brasiliense e Formosa venceram e largaram na frente.

Pelo Campeonato Alagoano.

O ASA venceu o Corinthians por 2 a 1.

E sagrou-se campeão do primeiro turno.

Com um gol aos 46 do segundo tempo.

Pelo Campeonato Potiguar.

O ABC assumiu a liderança isolada do segundo turno.

Ao vencer hoje o Baraúnas por 1 a 0.

Pelo Campeonato Paraibano.

O Treze permanece líder do primeiro turno.

Venceu hoje a Desportiva Guarabira por 5 a 2.

O CSP permanece na vice-liderança.

Bateu hoje o Nacional de Patos por 3 a 0.

Pelo Campeonato Amazonense.

Apenas um jogo este fim de semana, Operário 1 x 2 Peñarol.

Pelo Campeonato Capixaba.

O Aracruz venceu o São Mateus por 3 a 2.

E permanece na liderança da primeira fase.

O Rio Branco, que venceu o Serra, também por 3 a 2.

Aparece na vice-liderança.

Pelo Campeonato Maranhense.

Dois jogos hoje, ambos empates.

Santa Quitéria 0 x 0 Sampaio Corrêa.

E Cordino 2 x 2 Imperatriz.

Amanhã tem o clássico Moto Club x Maranhão.

O Maranhão é o líder da primeira fase, com 9 pontos.

Pelo Campeonato Matogrossense.

Rodada final da primeira fase.

Luverdense, Cuiabá, Mixto e Sorriso no Grupo A.

União, Rondonópolis, Barra do Garças e Vila Aurora.

Foram os classificados do Grupo B.

Sinop, Operário de Várzea Grande, CRAC e Primavera.

São os quatro clubes rebaixados.

Pelo Campeonato Sul-matogrossense.

O Itaporã assumiu a liderança do Grupo 1 com sete pontos.

E o Comercial passou a liderar o Grupo 2.

Também com sete pontos.

Pelo Campeonato Sergipano.

Semifinais do primeiro turno.

O River Plate bateu ontem o Guarany por 1 a 0.

E o São Domingos venceu o Socorrense por 2 a 1.

River Plate e São Domingos fazem a final do primeiro turno.

Pelo Campeonato Acreano.

O Rio Branco permanece líder isolado.

Venceu hoje o Alto Acre por 2 a 0 e chegou aos 9 pontos.

Pelo Campeonato Tocantinense.

O Gurupi isolou-se na liderança da primeira fase.

Venceu ontem o São José por 5 a 0 e chegou a 9 pontos.

Guaraí e Palmas vêm em seguida com 6 pontos.

Finalmente, o Campeonato Pernambucano.

Muitos gols nos jogos de hoje.

O Santa Cruz permanece na liderança.

Venceu o Porto por 2 a 0 com dois gols de Gilberto.

Com o mesmo número de pontos do Santa.

Está o Náutico, que hoje venceu o Ypiranga.

O Porto permaneceu na terceira posição.

Quem assumiu o quarto lugar foi o Sport.

Debaixo de muita chuva, venceu hoje o Central.

3 a 2 em Caruaru.

O Central caiu para o quinto lugar.

O Petrolina permanece em sexto.

Apesar da derrota de hoje para a Cabense.

O Salgueiro está em sétimo.

Com 23 pontos, empatou hoje com o Araripina, 2 a 2.

A Cabense vem em oitavo com os mesmos 23 pontos.

Quatro times lutam contra o rebaixamento.

O Araripina tem 18 pontos.

O Ypiranga, derrotado hoje, estacionou nos 17.

E a Acadêmica Vitória perdeu em casa para o América.

Permaneceu com os mesmos 17 pontos.

E o América foi a 16, ainda em último lugar.

A reta final do Pernambucano promete.

Na quarta-feira tem Copa do Brasil...

CLÁSSICOS DE HOJE

São Paulo x Corinthians, em São Paulo.

Fluminense x Vasco, no Rio.

América x Cruzeiro, em Minas.

Ceará x Fortaleza, no Ceará.

Vila Nova x Atlético, em Goiás.

Joinville x Avaí, em Santa Catarina.

Sem falar em dois esperados confrontos aqui em Pernambuco.

Central x Sport.

Santa Cruz x Porto.

Vai ferver!...

NEYMAR VOLTA À SELEÇÃO COM DOIS GOLS E GARANTE VITÓRIA DO BRASIL SOBRE A ESCÓCIA *

Os torcedores que foram ao Emirates Stadium, em Londres, puderam relembrar um pouco do passado e se entusiasmar com o futuro da Seleção Brasileira.

Se Ronaldo foi saudado e homenageado antes de a bola rolar, coube ao atacante Neymar a função de chamar a responsabilidade e marcar os gols da vitória do Brasil sobre a Escócia por 2 a 0, neste domingo, aliviando assim a pressão sobre Mano Menezes, que havia perdido os dois últimos jogos (Argentina e França) por 1 a 0.

De volta ao time principal após ficar fora do jogo contra os franceses, em fevereiro, por conta da disputa do Sul-Americano sub-20, Neymar teve boa movimentação ofensiva, criando chances e formando dupla com o estreante Leandro Damião, convocado após as contusões de Alexandre Pato e Nilmar, e também com Jonas, na parte final da partida.

A partida em Londres marcou também a estreia do meia Lucas, do São Paulo, que assim como Neymar, brilhou durante o Sul-Americano sub-20.

Por outro lado, o amistoso marcou o retorno do zagueiro Lúcio e do meia Elano e, apesar de não brilharem, também não comprometeram.

Muito, no entanto, por conta da fragilidade da equipe escocesa, que pouco ameaçou os brasileiros durante toda a partida.

Mesmo assim, o Brasil teve dificuldade para encontrar seu melhor jogo.

Apesar de ter o domínio total, a Seleção encontrou problemas para superar o esquema defensivo do rival, tanto que a única boa chance foi quando Leandro Damião cabeceou no travessão.

Daniel Alves, pela direita, e André Santos, pela esquerda, foram boas opções para tentar driblar a falta de oportunidades pelo meio.

Tanto que foi dos pés de André Santos que nasceu o primeiro gol brasileiro.

Neymar recebeu passe do lateral-esquerdo e teve calma e técnica para mandar no canto esquerdo do goleiro escocês.

Neymar tenta drible sobre escocês Alan Hutton

Na segunda etapa, Neymar continuou sendo o mais lúcido em campo e, mesmo quando a Escócia apertou a marcação, o atacante mostrou seu oportunismo ao receber dentro da área e ser derrubado.

Pênalti que o próprio camisa 11 bateu e, com isso, marcou o seu terceiro gol pela equipe principal.

“Ele é objetivo, determinado e estou vendo uma grande Seleção”, elogiou Ronaldo, durante a transmissão da TV Globo, ao comentar a boa atuação de Neymar, que deixou o campo aplaudido pelos brasileiros e vaiado pelos escoceses.

E, em junho, os dois destaques deste domingo estarão juntos em campo pela primeira vez.

No dia 7, Ronaldo vestirá a camisa da Seleção Brasileira pela última vez, na partida que marcará sua despedida do futebol, contra a Romênia, no Pacaembu.

Três dias antes, no entanto, o time de Mano Menezes terá pela frente a Holanda, em jogo que acontece no Serra Dourada.

* Publicado no UOL às 11:54 hs.