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domingo, 31 de julho de 2011

BUTTON SUPERA HAMILTON NA ESTRATÉGIA E COMEMORA 200 GP's COM VITÓRIA NA HUNGRIA *

O inglês Jenson Button foi coroado com uma vitória ao seu estilo na corrida de número 200 da sua carreira, no GP da Hungria deste domingo.

O piloto da McLaren teve a melhor estratégia na escolha dos pneus na chuva e comemorou no pódio ao lado do segundo colocado Sebastian Vettel e Fernando Alonso, que chegou em terceiro.

Felipe Massa, que largou em quarto lugar, perdeu posições logo na primeira volta e completou em sexto.

Lewis Hamilton foi o quarto.

Ele liderou boa parte da prova, mas fez a escolha errada de pneus no fim, quando colocou intermediários logo antes de a chuva parar.

Acabou com seis paradas nos boxes, três a mais que Button.

Rubens Barrichello flertou com a zona de pontuação, mas fez cinco paradas e acabou em 13º. lugar.

A largada com pista molhada não favoreceu Felipe Massa, que caiu de quarto para sétimo lugar.

Imediatamente, começou uma intensa disputa pela liderança entre Vettel e Hamilton, que pressionou o alemão e forçou o erro do piloto da Red Bull.

Depois da primeira parada, a McLaren colocaria seus dois carros à frente do campeão mundial.

Enquanto isso, Massa ensaiou um ataque a Alonso, mas acabou escorregando e perdeu o controle na oitava volta, caindo para nono lugar.

Ele conseguiu recuperar posições e deixou Michael Schumacher para trás após o pit, apesar de um problema na asa que prejudicou seu rendimento.

Os pneus de chuva passaram a ser substituídos pelos slick a partir da 15ª. volta, e a segunda parada de Nick Heidfeld veio seguida de uma bandeira amarela causada por um incêndio na Renault do alemão.

Faltando 25 voltas, a chuva voltou a Hungaroring, e Jenson Button se aproveitou de um erro de Hamilton para assumir a liderança.

Lewis rodou na pista e fez uma manobra arriscada para retomar o traçado, fazendo um “cavalinho de pau”.

Foi punido com um drive-through dez voltas depois.

Button “devolveu” a liderança para Hamilton em um momento em que as condições da pista eram instáveis.

Jenson errou, saiu da pista e cedeu passagem ao companheiro de equipe.

A disputa franca entre os dois estava a uma distância de sete segundos para o terceiro colocado Sebastian Vettel.

Assim que Hamilton voltou para a liderança, entrou para os boxes e colocou pneus intermediários.

Button apostou em pista seca e manteve a estratégia de três paradas, que se mostrou a mais correta logo em seguida.

O campeão de 2009 segurou o carro na pista e venceu com três paradas nos boxes, o mesmo número de Vettel, que chegou em segundo.

Jenson Button fez a sua corrida número 200 na Hungria,
com vitória ao seu estilo.

* Publicado no UOL às 10:51 hs.

domingo, 10 de julho de 2011

ALONSO APROVEITA PROBLEMAS DA RED BULL NOS BOXES E VENCE A PRIMEIRA NO ANO *

Em uma corrida com emoções proporcionadas por trapalhadas e problemas nos pit stops além das ultrapassagens, o espanhol Fernando Alonso conseguiu quebrar a dinastia da Red Bull na temporada e conquistou com a Ferrari a sua primeira vitória no ano contando com uma falha na segunda troca de pneus de Sebastian Vettel.

A vitória ocorreu justamente no dia em que a escuderia italiana comemora os 60 anos de sua primeira vitória na F-1.

Enquanto do lado de fora da pista se discutiu durante todo o fim de semana a questão da limitação do uso de difusores, com reviravoltas nas decisões da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), a Fórmula 1 viu uma de suas melhores corridas no ano e teve Vettel fora do lugar mais alto do pódio, sendo segundo após ordem da equipe para Webber não lhe ultrapassar.

Após ter liderado toda a primeira parte da corrida contando com uma ótima largada, na qual passou o companheiro Mark Webber, Sebastian Vettel foi prejudicado com uma falha no macaco em seu pit stop e a demora também de Webber em sua parada proporcionou a Alonso o primeiro triunfo no ano.

Com um desempenho de alto nível do inglês Lewis Hamilton, que largou na décima posição e já estava brigando pelo quarto lugar duas voltas depois da largada, a McLaren acabou tendo uma corrida com problemas, com Hamilton tendo de reduzir a aceleração no fim para economizar combustível e Jenson Button saindo dos boxes sem uma porca da roda, causando o abandono.

O brasileiro Felipe Massa tentou aproveitar a redução de velocidade de Lewis Hamilton, mas acabou ficando com a quinta colocação ao escapar da pista na última curva, quando chegou junto ao inglês depois de a disputa ter um toque entre os dois.

Mesmo sem chuva no momento da largada, a corrida em Silverstone começou com alguns trechos molhados na pista e os pilotos saíram com pneus intermediários.

Líder da temporada, Sebastian Vettel tomou a primeira posição do companheiro Mark Webber ainda antes da primeira curva.

Os brasileiros não largaram bem, com Massa caindo para a quinta posição ao ser ultrapassado por Jenson Button e Rubens Barrichello indo de 15º. para 20º.

O quarto lugar foi recuperado por Massa logo na segunda volta.

Mas o destaque da primeira parte da corrida foi o piloto da casa, Lewis Hamilton, que largou na décima posição e depois de apenas duas voltas já havia feito cinco ultrapassagens, e então passou a pressionar Felipe Massa para tentar ser quarto colocado.

Em uma das tentativas, o inglês retardou a freada e acabou escapando da pista, indo parar na área de escape.

O alemão Michael Schumacher não conseguiu segurar seu carro no molhado e acabou acertando a Sauber do japonês Kamui Kobayashi, o que causou danos apenas no Mercedes do alemão, que ainda assim foi punido pelos comissários com um 'stop and go'.

Com a pista totalmente seca os pilotos passaram a trocar os pneus intermediários pelos slicks.

Nas trocas, Alonso perdeu tempo atrás de Webber, enquanto um incidente assustou com o venezuelano Pastor Maldonado quase sendo acertado pelo carro de Kamui Kobayashi, que saía dos boxes, o que também rendeu punição ao japonês.

Depois de perder posição para Lewis Hamilton, o brasileiro Felipe Massa também não conseguiu segurar Jenson Button e acabou ultrapassado para ficar em sexto.

Enquanto isso, Hamilton pressionou Alonso e também conseguiu a ultrapassagem para ganhar a sétima posição em relação à largada.

O espanhol Fernando Alonso fez uso da asa móvel para ganhar de volta a terceira posição de Lewis Hamilton na 24ª volta.

Enquanto isso Sebastian Vettel seguia liderando com Webber em segundo.

Até que a Red Bull demorou nos pit stops de seus dois pilotos, segurando Webber por haver tráfego e atrasando Vettel por problema no macaco.

Com a demora do pit stop de Vettel, Alonso se aproveitou e assumiu a liderança depois de ter ultrapassado Webber.

Hamilton também explorou o erro da Red Bull e pulou para a segunda posição, com Vettel voltando apenas na terceira colocação.

Depois de pressionar Hamilton para tentar a ultrapassagem, chegando próximo de tocar o carro do inglês, Sebastian Vettel recuperou a segunda posição na estratégia de parada nos boxes, antecipando o seu pit stop, mas não superou Alonso e ainda viu Mark Webber lhe pressionar nos instantes finais e conseguiu segurar o companheiro graças ao pedido da equipe, que pediu para que as posições fossem mantidas.

Fernando Alonso vence o GP da Inglaterra em Silverstone.

* Publicado no UOL às 10:34 hs.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

JO SIFFERT

Joseph Siffert foi um piloto de carros de corrida suíço nascido em Fribourg, há exatos 75 anos, em 7 de julho de 1936.

Inicialmente começou sua carreira correndo sobre duas rodas, no campeonato suíço de motocicletas de 350cc em 1959, e depois mudando para quatro rodas com um Fórmula Júnior Stanguellini.

Carinhosamente chamado de "Seppi" por seus familiares e amigos mais íntimos, Siffert iniciou na Fórmula 1 em 1962 com uma Team Lotus-Coventry Climax de quatro cilindros.

Jo Siffert disputou pela primeira vez um GP de Fórmula 1 em Spa-Francorchamps, na Bélgica, quando largou em décimo sétimo e terminou a corrida na décima posição.

Pilotando a Lotus, disputou ainda os GP's da França e da Alemanha em 1962.

Em 1963, permaneceu pilotando para a Lotus e conseguiu pontuar no GP da França, em Reims.

Em 1964, disputou o GP de Mônaco pela Lotus, mas passou a atuar a partir do GP da Holanda pela Brabham.

Chegou ao quarto lugar no GP da Alemanha e subiu pela primeira vez ao pódio no GP dos Estados Unidos, em Watkins Glen.

Jo Siffert com a Brabham no GP da França em 1964.

Em 1965, Siffert permanece pilotando pela Brabham.

Não sobe ao pódio e sua melhor colocação é o quarto lugar no GP do México.

Em 1966, Siffert disputa o GP de Mônaco pela Brabham.

Entretanto, passa a pilotar para a Cooper-Maserati, a partir do GP da Bélgica.

Sua melhor colocação no ano é um quarto lugar nos Estados Unidos.


Jo Siffert com a Cooper no GP da Holanda em 1966.

Em 1967, permanece na Cooper e soma seis pontos, fruto dos quarto lugares nos GP's da França e Estados Unidos.

Em 1968, Siffert dá uma guinada na sua carreira.

Voltando a pilotar para a competitiva LotusSiffert vence o GP da Inglaterra em Brands Hatch em uma Lotus 49B da Rob Walker Racing Team, deixando a Ferrari pilotada por Chris Amon em segundo lugar, depois de uma longa disputa.

Jo Siffert liderando o GP da Inglaterra em 1968 com Chris Amon na cola.

Enquanto que os bons desempenhos de Siffert na Fórmula 1 aconteciam lentamente, neste mesmo ano sua fama surgiu rapidamente ao pilotar para a indústria Porsche no Campeonato Mundial de Sportscar.

Em 1968, Siffert e Hans Herrmann venceram as 24 Horas de Daytona e as 12 Horas de Sebring em um Porsche 907, conseguindo a primeira grande vitória para a equipe.

Porsche pilotado pela dupla Jo Siffert - Hans Hermann.

Mais tarde, as apresentações de Siffert dirigindo um Porsche 917 foram legendárias, conseguindo vencer as principais corridas na Europa.

Siffert ainda faria a pole position na última corrida de Fórmula 1 em 1968, o GP do México, mas chegaria apenas em sexto.

Em 1969 permanece na Lotus e sobe duas vezes ao pódio, nos GP's de Mônaco e da Holanda.

Jo Siffert na Lotus em 1969.

Em 1970, Jo Siffert passa a pilotar para a March, mas não obteve resultados expressivos.

Siffert passa então a pilotar para a BRM em 1971, obtendo bons resultados, coroados com a pole position e a vitória no GP da Áustria, em Österreichring.

Jo Siffert vence o GP da Áustria em 1971.

Jo Siffert ainda subiria mais uma vez ao pódio no GP dos Estados Unidos, em Watkins Glen, a qual seria a última corrida da sua carreira.

Jo Siffert perdeu a vida em um acidente fora do campeonato de Fórmula 1, em Brands Hatch, o mesmo local de sua primeira vitória.

Em 24 de outubro de 1971, a suspensão de sua BRM havia sido danificada, na primeira volta, em um choque com Ronnie Peterson e acabou mais tarde se partindo.

A BRM bateu e Siffert não conseguiu deixar o carro em chamas.

O terrível acidente que matou Jo Siffert em Brands Hatch.

Este acidente levou a uma rápida revisão da segurança dos carros e do circuito.

Na posterior investigação do RAC (Royal Automobile Club, uma representação britânica da FIA na época) descobriu-se que, apesar dos ferimentos por ele sofrido não serem fatais, Siffert morreu por falta de oxigenação e inalação de fumaça tóxica.

Nenhum dos extintores de incêndio próximos ao local do acidente funcionou, impossibilitando alcançar o carro e retirar Siffert.

Depois deste fato tornou-se obrigatório a presença de extintores no interior dos carros e tubo de oxigênio para os pilotos, diretamente em seus capacetes.

Em 2005 foi realizado um documentário de 90 minutos sobre sua vida pelo diretor Men Lareida: "Jo Siffert - Vida rápida, morte jovem".

Capa do DVD Jo Siffert: "Live Fast, Die Young".

sexta-feira, 24 de junho de 2011

JUAN MANUEL FANGIO

Juan Manuel Fangio nasceu em Balcarce, na província argentina de Buenos Aires, há exatos 100 anos, em 24 de junho de 1911.

É um dos maiores nomes do automobilismo mundial, tendo sagrado-se cinco vezes campeão mundial de Fórmula 1 nos anos 50.

Filho de uma humilde família de imigrantes italianos, Fangio começou a trabalhar em uma oficina mecânica.

Juan Manuel Fangio disputou sua primeira corrida em 1929, aos dezessete anos, guiando um Ford-T, e terminou-a em último lugar.

Subiu ao pódio pela primeira vez nas mil milhas da Argentina em 1939.

Fangio demonstrou persistêncialuta e se consagrou duas vezes campeão argentino (em 19401941).

A Segunda Guerra Mundial postergou os planos de Fangio em ir à Europa em busca de glórias ainda maiores.

Em 1947 finalmente desembarcou na Europa com auxílio financeiro do governo de Perón.

No Velho Mundo, Fangio pôde demonstrar toda a sua habilidade.

Contrastando com sua figura tímida e sua voz baixa, quando se posicionava detrás do volante virava um piloto fora de série.

Em meados de 1950, quando teve início a era moderna das corridas de automóveis com a estreia da Fórmula 1, Fangio pilotava um Alfa Romeo.

Foi um dos 21 pilotos a participarem da primeira corrida de Fórmula 1, o GP da Inglaterra, em 13 de maio de 1950.

Grid de largada da primeira corrida de Fórmula 1,
o GP da Inglaterra de 1950.

Largando na terceira posição, Fangio abandonou a prova na 62a. volta, terminando a corrida na 12a. posição.

Fangio chegaria à sua primeira vitória na categoria na corrida seguinte, em Mônaco, no dia 21 de maio, quando largou na pole position e completou as 100 voltas do GP em 3 horas, 13 minutos e 18 segundos.

Nesta temporada de 1950, Fangio venceria ainda as corridas da Bélgica e da França, mas perderia o título mundial para o italiano Giuseppe Farina ao abandonar a última prova do ano, o GP da Itália.

Em 1951, Fangio permanece disputando corridas pela Alfa Romeo.

Na corrida de estreia da temporada, na Suíça, Fangio consegue a pole e a vitória, seguido por Farina.

Farina venceria a prova seguinte, na Bélgica, abandonada por Fangio, mas o argentino faria novamente a pole e chegaria à vitória na terceira corrida do ano, na França, dividindo o volante com Luigi Fagioli.

Após subir ao pódio na Inglaterra e na Alemanha, corridas vencidas pelo argentino Froilán-González e pelo italiano Alberto Ascari, estes dois se tornariam seus adversários na disputa pelo título da temporada.

Após fazer a pole position, Fangio abandona o penúltimo GP, na Itália, na 39a. volta, e Ascari vence a corrida, seguido por Froilán-González e Farina.

Os quatro pilotos chegam à ultima prova da temporada com chance de título, na Espanha, mas Fangio vence, seguido por González, Farina e Ascari, e comemora o seu primeiro título mundial na Fórmula 1.

Em 1952, Fangio chegou a se inscrever para a primeira corrida da temporada, na Suíça, mas não correu.

Desistiu de disputar a temporada, somente voltando a disputar corridas no fim do ano, mais precisamente no último GP, na Itália.

Nos treinos para o GP da Itália, em Monza, ocorreu o mais grave acidente na carreira de Fangio.

Ao seguir para a Itália, fez escala em Paris, mas não pôde continuar a viagem de avião por causa do mau tempo.

Fangio não hesitou: pegou um carro e dirigiu aproximadamente 700 km até Monza.

No dia seguinte, ainda cansado, bateu o seu Maserati durante uma sessão de treinos e voou para fora do carro.

Feriu-se gravemente no pescoço.

Ficou quarenta dias internado e cinco meses com pescoço e tronco imobilizados.

Muitos chegaram a pensar que sua carreira estaria encerrada ali.

Alberto Ascari seria o campeão da temporada de 1952.

Fangio, no entanto, voltou a competir no ano seguinte.

Em 1953, Fangio participa da primeira corrida da temporada de Fórmula 1, no circuito de Buenos Aires, na Argentina.

Ascari faz a pole position e chega à vitória com a Ferrari, Fangio abandonando a corrida com a Maserati na 36a. volta.

Fangio não participa do GP de Indianápolis e abandona as duas corridas seguintes, na Holanda e na Bélgica, onde havia chegado à pole position.

Termina na segunda colocação as três corridas seguintes, na França, Inglaterra e Alemanha, mas já era tarde para se credenciar para a disputa do título, conquistado pela segunda vez consecutiva por Alberto Ascari ao vencer o GP da Inglaterra.

Fangio ainda faria uma pole position no GP da Suíça e venceria a última corrida do ano, na Itália.

Em 1954, Fangio começou o ano ainda na Maserati, equipe pela qual venceu duas das três primeiras corridas do ano, na Argentina e na Bélgica.

A partir do GP da França, Juan Manuel Fangio passou a correr pela estreante Mercedes-Benz, chegando em Reims à sua terceira vitória no ano.

Fangio faria a pole position no GP da Inglaterra, mas chegaria apenas em quarto, na última corrida vencida pelo compatriota González.

Novamente pole position no GP da Alemanha, dessa vez Fangio não deixaria escapar a vitória e confirmaria a conquista do seu segundo título mundial na corrida seguinte, com uma vitória na Suíça.

Fangio ainda faria a pole e chegaria à vitória no GP da Itália e largaria em segundo e chegaria em terceiro no GP da Espanha.

Juan Manuel Fangio pilotando uma Mercedes-Benz em 1954.

A temporada de 1955 começou com mais uma vitória de Fangio na Argentina.

Largando em terceiro, superou Ascari e González logo na primeira volta.

Fangio abandonaria a segunda corrida da temporada, com problemas no câmbio, após fazer a pole position no GP de Mônaco.

Optando por não disputar o GP de Indianápolis, Fangio venceria as duas corridas seguintes, na Bélgica e na Holanda, se aproximando bastante de seu terceiro título.

Fangio guia sua Mercedes no GP da Bélgica em 1955.

Mesmo derrotado por seu companheiro de equipe Stirling Moss no GP da Inglaterra, Fangio chega em segundo, e garante a conquista de seu terceiro título mundial.

Fangio ainda vence a última corrida do ano, em Monza.

1956 também começa com uma vitória de Fangio na Argentina.

Passando a correr pela Ferrari, Juan Manuel Fangio leva a equipe à pole position e ao segundo lugar na corrida seguinte, em Mônaco.

Mais uma vez optando por não disputar a corrida de Indianápolis, Fangio faz a pole position na Bélgica mas acaba abandonando a corrida.

Após chegar apenas em quarto lugar na França, o inglês Peter Collins, vencedor dos GP's da Bélgica e França, está seis pontos à frente na disputa do título.

As vitórias de Fangio nos GP's da Inglaterra e da Alemanha provocaram uma reviravolta no campeonato, pois Fangio passou a liderar com oito pontos na frente de Collins e do francês Jean Behra, ficando muito próximo do título.

Fangio confirmou a conquista de seu quarto título com a pole position e o segundo lugar no GP da Itália, três pontos à frente do inglês Stirling Moss, o vencedor da corrida.

Em 1957, Fangio volta à Maserati, e o argentino começa a temporada de forma arrasadora.

Com vitórias nos GP's da Argentina, Mônaco e França, Fangio abre dezoito pontos sobre seu seguidor mais próximo, o italiano Luigi Musso.

Fangio a bordo de sua Ferrari no GP de Mônaco em 1957.

Após abandonar o GP da Inglaterra, Fangio confirma a conquista de seu quinto título mundial - o quarto em sequência - com vitória no GP da Alemanha, em Nürburgring.

Foi a vigésima quarta e última vitória da carreira de Juan Manuel Fangio.

Fangio cruza a linha de chegada em primeiro lugar
pela última vez na carreira, no GP da Alemanha em 1957.

Fangio ainda chegaria em segundo nos dois GP's restantes da temporada, em Pescara e em Monza, terminando o campeonato quinze pontos à frente do segundo colocado, Stirling Moss.

Juan Manuel Fangio ainda participaria da temporada de 1958 da Fórmula 1, pela Maserati.

Faria pela última vez na carreira uma pole position no GP da Argentina, terminando na quarta colocação.

Deixando de participar das corridas de Mônaco, Holanda, Indianápolis e Bélgica, Juan Manuel Fangio despediu-se da Fórmula 1 no GP da França, em Reims, largando em oitavo e chegando na quarta colocação.

Sem qualquer chance de título, o inglês Mike Hawthorn acabou como o campeão da temporada, encerrando com os quatro anos de reinado de Fangio.

Fangio foi o primeiro piloto do mundo a mostrar que a era romântica da Fórmula 1 estava para fechar o ciclo.

Isto aconteceu quando decidiu encerrar a carreira em 1958.

"Eu estava em Reims, treinando para o GP da França, quando senti que o carro estava muito instável, o que me chamou a atenção porque a grande virtude da Maserati 250F era sua estabilidade. Então cheguei ao box e perguntei ao chefe da equipe o que se passava; ele respondeu-me: 'Trocamos os amortecedores!'. Mas por quê?, perguntei. 'Porque estes nos pagam!'. Assim, naquele momento, tomei a decisão de encerrar a carreira."

Juan Manuel Fangio correu cinquenta e um GP's, obteve vinte e quatro vitóriasvinte e nove pole positionsvinte e três recordes de volta mais rápidacinco títulos mundiais (1951, 1954, 1955, 1956 e 1957) e dois vice-campeonatos (1950 e 1953) em oito temporadas.

É o único piloto da história da Fórmula 1 que foi campeão com quatro escuderias diferentes: Alfa Romeo, Maserati, Ferrari e Mercedes-Benz.

Juan Manuel Fangio é o piloto campeão com o maior percentual de vitórias (47,06%), possui o maior percentual de títulos por temporada (62,5%), o maior percentual de poles por corridas disputadas (55,7%), o maior percentual de largadas na primeira fila (94,1%) e o maior percentual de pódios conquistados (68,6%).

Foi designado o melhor automobilista de todos os tempos pela International Racing Press Association, em 1982, no Rio de Janeiro e foi indicado ao prêmio de atleta do século.

De todos aqueles que o sucederam, o legendário Fangio declarou que só Jim Clark e Ayrton Senna se aproximaram de suas habilidades ao volante.

Juan Manuel Fangio morreu vítima de insuficiência crônica renal aos 84 anos, em 17 de julho de 1995, em Buenos Aires.

Sua marca de cinco títulos mundiais somente foi superada quarenta e seis anos depois pelo alemão Michael Schumacher, com a sexta conquista em 2003.

Juan Manuel Fangio

domingo, 29 de maio de 2011

ACIDENTE AJUDA, VETTEL SE SAFA DE PRESSÃO E VENCE PROVA CONFUSA EM MÔNACO *

Quando tinha a maior chance de perder uma corrida com erros da equipe Red Bull, o alemão Sebastian Vettel contou com a sorte e foi ajudado por um acidente nas voltas finais para se manter à frente de Fernando Alonso e Jenson Button para vencer o Grande Prêmio de Mônaco com apenas uma troca de pneus nos boxes e outra na pista durante a interrupção da prova a seis voltas do fim.

Em um circuito em que há muito tempo não havia uma corrida bem disputada, Sebastian Vettel, Fernando Alonso e Jenson Button protagonizaram a melhor disputa da temporada com os três chegando praticamente juntos no final depois da entrada do safety car e da interrupção da prova com bandeira vermelha para a limpeza da pista e o atendimento ao russo Vitaly Petrov.

Assim como já havia ocorrido no treino de classificação, quando a sessão foi interrompida por um forte acidente do mexicano Sergio Perez, que não correu neste domingo, a corrida em Mônaco foi marcada por várias disputas na pista e também por acidentes.

Foi um acidente que tirou o brasileiro Felipe Massa da prova em disputa de posição com o inglês Lewis Hamilton, causando a entrada do safety car pela primeira vez no ano.

E outro acidente, envolvendo novamente Hamilton além de Jaime Alguersuari e Vitaly Petrov interrompeu a corrida faltando seis voltas para a bandeirada final.

Na volta da corrida, Lewis Hamilton foi novamente protagonista de um acidente e na disputa por posições bateu no carro do venezuelano Pastor Maldonado, que fazia sua melhor corrida e estava em sexto lugar.

Vettel chegou à quinta vitória no ano e agora soma 143 pontos na temporada, com seis corridas disputadas.

O brasileiro Rubens Barrichello pontuou pela primeira vez na temporada com o carro da Williams ao chegar na nona colocação.

Enquanto Fernando Alonso começou bem e pulou para a terceira posição, Sebastian Vettel conseguiu manter a ponta na largada e logo passou a abrir distância para o inglês Jenson Button.

Ao final da primeira volta o alemão da Red Bull já tinha 2s4 de vantagem, enquanto Button e Alonso andavam próximos.

No momento de fazer o primeiro pit stop para a troca de pneus, a Red Bull que até então era a equipe mais eficiente nos boxes, falhou e atrapalhou seus dois pilotos.

Sebastian Vettel perdeu tempo devido ao cobertor elétrico que demorou a se desprender do pneu.

Com o atraso, o time não estava pronto para receber Mark Webber e fez o australiano perder muito tempo.

Quem se beneficiou com a trapalhada da Red Bull foi o inglês Jenson Button, que aproveitou o trabalho eficiente da McLaren para assumir a liderança e abrir 7s de vantagem para Vettel.

Depois de largar em quinto e perder várias posições, Michael Schumacher fez seu show particular dando e levando ultrapassagens.

Primeiro ele tomou a posição de Lewis Hamilton, depois viu o inglês devolver a ultrapassagem.

Então foi a vez de Rubens Barrichello também aprontar para cima do alemão e roubar a décima posição.

Em briga por posição com o inglês Lewis Hamilton, Felipe Massa acabou pegando o lado sujo da pista no túnel e perdeu a traseira do carro, batendo contra o guard-rail.

O acidente que tirou o brasileiro da prova causou a entrada do safety car na pista e irritou Hamilton.

O piloto da McLaren acusou pelo rádio o brasileiro Felipe Massa de ter jogado o carro da Ferrari no guard-rail de propósito.

Eles já haviam se tocado na briga por posições antes da batida do brasileiro.

Lewis Hamilton acabou punido pelos comissários por ter causado colisão e teve de passar pelos boxes.

“O Hamilton tentou me passar onde não dava, acabou encostando em mim, me jogou no Webber, quebrou minha asa e no túnel na hora de virar não dava”, explicou Massa à TV Globo.

Sebastian Vettel aproveitou a parada de Jenson Button nos boxes antes da entrada do safety car para retomar a liderança, mas passou a ser atacado pelo inglês.

Fernando Alonso também lucrou e passou Button durante pit stop do inglês.

No fim, o alemão alcançou a sua quinta vitória no ano.

Vitaly Petrov machucou a perna em seu acidente e teve de ser levado para o hospital em Mônaco.

O piloto russo se manteve consciente após a batida.

* Publicado no UOL às 11:12 hs.

domingo, 22 de maio de 2011

VETTEL SUPERA PRESSÃO DE HAMILTON, LARGADA "MÁGICA" DE ALONSO E VENCE A 4a. NO ANO *

Mark Webber largou na pole.

Fernando Alonso assumiu a liderança logo após a largada.

Lewis Hamilton pressionou nas voltas finais.

O cenário parecia desfavorável a Sebastian Vettel, mas o piloto da Red Bull mostrou que não lidera com sobras o Mundial por acaso.

Neste domingo, o alemão superou as dificuldades impostas pelos adversários, ganhou o GP da Espanha e conquistou sua quarta vitória em cinco corridas nesta temporada.

Para confirmar seu domínio, Vettel contou com uma grande ajuda de sua equipe, que fez um trabalho muito bom nas trocas de pneus.

Alonso, que liderou as primeiras voltas, não teve a mesma sorte.

A Ferrari foi mais lenta nos pit stops, o que teve papel decisivo na corrida do espanhol, que tomou uma volta dos primeiros colocados.

A escuderia italiana também se atrapalhou com Massa.

O brasileiro, com problemas no câmbio, abandonou a poucas voltas do fim.

"O carro ficou em ponto morto. Nenhuma marcha entrava", lamentou, em entrevista à TV Globo.

Rubens Barrichello foi o 17º. colocado.

A McLaren colocou seus dois pilotos no pódio.

Hamilton terminou a prova em segundo, seguido por Button.

O terceiro colocado se deu bem com a estratégia adotada para a corrida: após perder várias posições na largada, Button se recuperou ao fazer um pit stop a menos do que os primeiros colocados.

Alonso cumpriu sua promessa e fez uma largada "mágica".

Quarto colocado no grid, o piloto da Ferrari disse após o treino do sábado que apostaria tudo na primeira curva.

E assim fez o espanhol, que passou Lewis Hamilton, Vettel e Webber para assumir a primeira posição.

Webber, pole position, também foi ultrapassado por Vettel e ficou em terceiro.

Jenson Button largou muito mal.

Quinto no grid, o piloto da McLaren perdeu muitas posições e caiu para décimo.

Michael Schumacher, décimo na largada, saiu bem e subiu para sexto.

Embora tenha ultrapassado os dois carros da Red Bull, Alonso não conseguiu abrir grande distância na ponta.

A pressão de Vettel e Webber sobre o espanhol aumentava a cada volta.

Felipe Massa, que havia perdido uma posição na largada, voltou a figurar em oitavo.

Na primeira parada nos boxes, a Red Bull foi mais eficiente na troca dos pneus de Vettel e Webber do que o trabalho feito pela Ferrari com Alonso.

No entanto, mesmo com um pit stop cerca de meio segundo mais lento do que o dos rivais, o espanhol conseguiu se sustentar na primeira posição.

Hamilton ganhou a posição de Webber na primeira parada e sua McLaren cresceu em desempenho – tanto que ele encostou em Vettel.

Assim como em seu primeiro pit stop, Vettel entrou nos boxes uma volta antes de Alonso.

A estratégia deu certo: o alemão aproveitou a pista livre para andar rápido e ganhar a posição do piloto da Ferrari na 20ª. volta.

Hamilton se manteve na pista e, mesmo com pneus desgastados, fez a volta mais rápida até então.

Hamilton parou na 24ª. volta e, embora tenha voltado atrás de Vettel, conseguiu ficar à frente de Alonso e assumiu a segunda posição.

Alonso e Webber pararam juntos em seu terceiro pit stop, quando ambos colocaram pneus duros.

O piloto da Red Bull quase ultrapassou o espanhol.

Na 35ª. volta, Webber chegou a ultrapassar Alonso, mas o piloto da Ferrari deu o troco logo em seguida.

Enquanto isso, Button, com pneus macios, aproximava-se dos dois e não demorou muito para ultrapassá-los e assumir a terceira posição.

Com o rápido desgaste dos pneus, Alonso foi forçado a parar antes do previsto.

Após a quarta parada nos boxes, Vettel continuou à frente de Hamilton, mas o inglês fazia voltas mais rápidas do que o alemão.

A briga pela primeira posição se intensificou.

O atual campeão mundial resistiu à pressão e comemorou mais uma vitória.

* Publicado no UOL às 10:42 hs.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

GP DE MÔNACO, 1996

O GP de Mônaco em 1996 entrou para a história.

Como a prova de Fórmula 1.

Em que o menor número de carros cruzou a linha de chegada.

Vinte e dois pilotos inscreveram-se para a corrida.

Era a sexta prova da temporada.

Damon Hill liderava com 43 pontos.

Havia vencido quatro das cinco provas do ano.

Michael Schumacher, em seu primeiro ano de Ferrari.

27 pontos atrás do britânico.

Fez a sua segunda pole position pela escuderia.

Mais de meio segundo à frente de Damon Hill.

A Ferrari fazia a pole em Mônaco após 17 anos.

A última vez tinha sido com Jody Scheckter, em 1979.

Hora da largada.

Montermini sequer largou.

Na pista molhada, Hill leva a melhor sobre Schumacher.

E tomou a liderança do alemão na primeira curva.

Lamy e Fisichella colidem.

Verstappen roda na primeira curva e bate no muro.

Schumacher sobe numa zebra.

O carro desliza e ele bate no muro lentamente.

Barrichello também abandona na primeira volta.

Já são seis abandonos.

Hill cruza a primeira volta na frente.

Alesi, Berger, Irvine, Frentzen e Coulthard em seguida.

Katayama abandona na segunda volta.

Na volta seguinte, Ricardo Rosset é quem abandona.

No mesmo lugar que Barrichello.

Duas voltas depois é a vez de Pedro Paulo Diniz.

Mais quatro voltas e Gerhard Berger, que estava em segundo.

Sai da prova e apenas doze carros estão na pista.

Olivier Panis, que largara em décimo quarto.

É o antepenúltimo dentre os restantes.

Hill, Alesi, Irvine, Frentzen, Coulthard e Villeneuve.

Estão na zona de pontuação.

Panis consegue ultrapassar Hakkinnen.

Duas voltas depois.

Frentzen leva a pior ao tentar passar Irvine.

Vai para os boxes e volta em penúltimo.

Na volta 24, Panis ultrapassa Johnny Herbert.

A pista começa a secar e Hill abre vantagem sobre Alesi.

Hill, Irvine, Panis e Brundle trocam os pneus.

Passam a usar os de pista seca.

Alesi é o novo líder da prova.

Panis perde apenas duas posições e volta em nono.

Hill passa Alesi duas voltas depois e retorna à liderança.

Martin Brundle abandona a corrida na mesma volta.

Panis se beneficia com o atraso nos pits de quatro pilotos.

Coulthard, Herbert, Villeneuve e Salo.

Demoraram demais para se decidir pela escolha.

Em utilizar o pneu slick.

E o francês passa a ocupar a quarta posição.

Fazendo uma sequência de voltas rápidas com a sua Ligier.

Irvine é pressionado por Panis e acaba batendo.

O irlandês consegue retornar à prova, mas apenas em décimo.

Panis está em terceiro.

Cinco voltas depois Hill abandona.

Seu motor explodiu no túnel.

O piloto britânico foi direto para a chicane após o túnel.

Alesi passa a liderar o GP, seguido por Panis.

Que gira logo após o túnel devido o óleo do motor de Hill.

Mas o francês retorna ainda em segundo lugar.

Dez carros continuam na prova.

Alesi, Panis, Coulthard, Herbert, Villeneuve e Salo.

Estão na zona de pontuação.

Hakkinen, Frentzen, Irvine e Badoer são os outros na prova.

Na volta 54, recomeçam os pit stops.

Eis que Alesi precisa ir duas vezes aos boxes.

Com problemas na suspensão.

Após cravar na volta 59 a melhor volta da corrida.

Alesi cai para a sétima posição e Panis é o novo líder.

Mas a Benetton de Alesi não tem mais conserto.

Alesi e Badoer abandonam a corrida na mesma volta, a 61.

E o GP passa a ter apenas oito carros na pista.

Panis, Coulthard e Herbert são os três primeiros.

Villeneuve abandona na volta 66.

A chuva volta a cair.

Irvine, Hakkinen e Salo rodam.

E colidem uns contra os outros na chuva.

Apenas quatro carros restaram.

A prova está terminando.

Mas ainda dá tempo de Frentzen abandonar.

Apenas três carros cruzam a linha de chegada.

É a volta 75.

Das 78 que estavam programadas.

O tempo limite para uma prova, duas horas.

Havia estourado três voltas antes.

Olivier Panis conquista sua única vitória na Fórmula 1.


Foi a última vitória de um piloto francês na categoria.

A Ligier não vencia desde 1981, com Jacques Laffite.

Esta vitória em Mônaco seria a última da equipe francesa.

Coulthard, em segundo, foi ao pódio pela segunda vez no ano.

Herbert, em terceiro, conquistou seus únicos pontos do ano.

No campeonato, nada mudou.

Os quatro primeiros colocados não pontuaram.

Panis, que tinha um ponto, foi a onze e ficou em quinto.

Terminaria a temporada em nono.

Conquistando apenas mais dois pontos, no GP da Hungria.

Assim como Jean-Pierre Beltoise.

Que teve sua única vitória na Fórmula 1 em Mônaco em 1972.

E Jarno Trulli que também iria obter sua única vitória.

No mesmo circuito em 2004.

A primeira e única vitória de Olivier Panis na Fórmula 1.

Foi debaixo da chuva do Principado de Mônaco.

Há exatos 15 anos!...