Mostrando postagens com marcador 80 anos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 80 anos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

VASCO ESPORTE CLUBE

O Vasco Esporte Clube é um clube de futebol brasileiro, sediado em Aracaju, fundado há exatos 80 anos, em 15 de agosto de 1931, com o nome de Vasco da Gama Futebol Clube, por comerciários e bancários sergipanos.

Seu primeiro presidente foi Eurípedes Machado de Oliveira, que também atuou na primeira equipe formada pelo clube.

Na década de 30, o Vasco tinha o Paulistano Futebol Clube como seu principal rival.

Chegou ao vice-campeonato sergipano em 1933.

Em 1944, sagrou-se campeão citadino invicto e campeão estadual de Sergipe.

No ano seguinte, foi vice-campeão.

A partir de 1946, passou a adotar a atual denominação.

Venceu o Torneio Início em 1947.

Levantou novamente o Campeonato Sergipano em 1948 e em 1953.

Na década seguinte, chegou ao título do Torneio Início em 1961 vice-campeonato sergipano em 1962.

No fim da década de 70, nas disputas do Campeonato Sergipano, chegou em terceiro lugar em 1977, quarto lugar em 1978 e ao vice-campeonato em 1979.

Em 1978 e em 1985 consagrou os artilheiros do certame (Florisvaldo em 1978, com 30 gols, e Zé Raimundo em 1985, com 14 gols).

Em 1987, venceu o quadrangular decisivo, que incluía Itabaiana, Confiança e Estanciano, e conquistou o último de seus quatro títulos estaduais.

O Vasco Campeão Sergipano em 1987.

Chegou ainda ao terceiro lugar em 1996 e ao vice-campeonato em 1998.

Sua última participação no Campeonato Sergipano ocorreu em 1999.

O clube também dedicou-se à prática de outros esportes, entre eles o voleibol, o basquete e o futebol de salão.

Neste último, foi bicampeão invicto do Torneio Sergipe-Bahia.

Sua atual sede está localizada na Avenida Antônio Cabral, no centro da cidade de Aracaju.

Parabéns ao Vasco de Aracaju, pela passagem de seus 80 anos!...


terça-feira, 9 de agosto de 2011

ZAGALLO

Mário Jorge Lobo Zagallo nasceu em Maceió, há exatos 80 anos, em 9 de agosto de 1931.

Ex-jogador e ex-técnico de futebol, Zagallo notabilizou-se pela sorte ao longo de sua carreira, uma vez que é a única personalidade a fazer parte da delegação de uma Seleção quatro vezes campeã do mundo.

Consagrou-se campeão mundial de futebol pela Seleção Brasileira como jogador em 1958 e 1962, como técnico em 1970 e como auxiliar técnico em 1994.

Participou ainda das Copas de 1974 e 1998 como técnico e da Copa de 2006 como assistente técnico.

Atuando como ponta esquerda, Zagallo começou sua carreira no América do Rio em 1948.

Em 1950 transferiu-se para o Flamengo.

Pelo clube rubro-negro, sagrou-se campeão do Torneio Início em 1951 e 1952 e tri-campeão carioca em 1953, 1954 e 1955.



O Flamengo tri-campeão carioca em 1953, 1954 e 1955.
Zagallo sempre o último agachado à direita.

Após disputar 217 partidas pelo clube, transfere-se para o Botafogo em 1958, mesmo ano de sua estreia na Seleção Brasileira, em maio, no Maracanã, numa vitória sobre o Paraguai por 5 a 1, em que Zagallo marcou dois gols.

Convocado para a disputa da Copa do Mundo de 1958, na Suécia, Zagallo foi titular em todos os jogos, marcando um gol na Final, o quarto do Brasil no jogo.

O Brasil campeão do mundo em 1958.
Em pé: Djalma Santos, Zito, Bellini, Nilton Santos, Orlando e Gilmar.
Agachados: Garrincha, Didi, Pelé, Vavá e Zagallo.

Atuando pelo Botafogo, Zagallo conquistaria o Torneio Início em 1961, 1962 e 1963, além do Campeonato Carioca em 1961 e 1962, da Taça Brasil em 1962 e do Torneio Rio-São Paulo em 1962 e 1964.


Botafogo bi-campeão carioca em 1961 e 1962.
Zagallo sempre o último agachado à direita.

Pela Seleção Brasileira, participou do Campeonato Sul-Americano de 1959, na Argentina, em que o Brasil sagrou-se vice-campeão.

Mais uma vez convocado para a disputa de uma Copa do Mundo, em 1962, no Chile, Zagallo foi novamente titular em todas as partidas, marcando o primeiro gol do Brasil na Copa, contra o México.

O Brasil bi-campeão do mundo em 1962.
Em pé: Djalma Santos, Zito, Gilmar, Zózimo, Nilton Santos e Mauro.
Agachados: Garrincha, Didi, Vavá, Amarildo e Zagallo.

Após participar de partidas pela Seleção Brasileira em 1963, despediu-se da camisa amarela no ano seguinte, num amistoso contra Portugal, no Maracanã, em que o Brasil venceu por 4 a 1, disputando ao todo trinta e seis partidas e marcando cinco gols pelo Brasil.

Em 1965, Zagallo encerra sua carreira profissional de jogador de futebol pelo Botafogo.

Já no ano seguinte, inicia sua carreira de treinador e preparador físico, no próprio Botafogo.

Campeão carioca em 1967 e 1968 e da Taça Brasil em 1968, Zagallo é chamado a treinar a Seleção Brasileira num amistoso contra o Chile em 1967 e em outro amistoso contra a Argentina, em 1968.

O Brasil vence os dois jogos (1 a 0 contra o Chile em Santiago e 4 a 1 contra a Argentina no Maracanã) e Zagallo é chamado às pressas para treinar a Seleção Brasileira a pouco mais de dois meses da estreia do Brasil na Copa do Mundo do México, em 1970.

Após vitórias em uma série de amistosos, o Brasil estreia no México contra a Tchecoslováquia, vencendo por 4 a 1.

Vence os seis jogos do torneio e sagra-se tri-campeão mundial de futebol, conquistando de forma definitiva a Taça Jules Rimet.


Zagallo, ao lado do capitão do tri, Carlos Alberto Torres,
com a Taça Jules Rimet.


Zagallo permanece treinando a Seleção Brasileira após a Copa do Mundo (conquista a Taça Independência em 1972), e, paralelamente, trabalha no Fluminense entre 1971 e 1972, e no Flamengo, entre 1972 e 1974, clube pelo qual sagra-se Campeão Carioca em 1972.

Zagallo encerra seu primeiro ciclo na Seleção Brasileira em 1974, após a disputa da Copa do Mundo na Alemanha Ocidental, em que o Brasil termina na quarta colocação.

Zagallo passando instruções à Seleção Brasileira
durante a Copa do Mundo de 1974.

Volta a trabalhar no Botafogo em 1975 e no ano seguinte parte para o Mundo Árabe, indo treinar a Seleção do Kuwait.

Retorna ao Brasil em 1978 para trabalhar no Botafogo, após fracassar na tentativa de classificar o pequeno país do Golfo Pérsico para a disputa da Copa do Mundo daquele ano, na Argentina (perdeu a vaga para o Irã).

Volta para o Mundo Árabe em 1979, para trabalhar no Al-Hilal, da Arábia Saudita.

Em 1980 é contratado pelo Vasco da Gama, onde fica até 1981, ano em que retorna à Arábia Saudita, para treinar a Seleção local.

Em 1984 volta ao Brasil para treinar o Flamengo.

Em 1986 retorna mais uma vez ao Botafogo e em 1988 passa a treinar o Bangu.

No ano seguinte, junta-se a Carlos Alberto Parreira na comissão técnica que levaria os Emirados Árabes pela primeira vez a uma Copa do Mundo, em 1990, na Itália.

No final de 1990 volta ao Brasil para treinar o Vasco da Gama.

No ano seguinte, Carlos Alberto Parreira é chamado a treinar a Seleção Brasileira visando a Copa do Mundo de 1994.

Atuando como auxiliar técnico, Zagallo faz parte da comissão técnica que parte aos Estados Unidos rumo a conquista do tetra-campeonato mundial.

Da esquerda para a direita, Américo Faria, Zagallo, Parreira,
Moraci Santanna e Lídio Toledo, durante a Copa do Mundo de 1994,
nos Estados Unidos.

Após a Copa do Mundo, assume novamente o cargo de técnico da Seleção Brasileira após vinte anos, conquistando a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, e a Copa América e a Copa das Confederações, em 1997.

Seleção Brasileira Campeã da Copa América em 1997.
Zagallo, de paletó, ao lado do Presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Após chegar à Final da Copa do Mundo de 1998, Zagallo deixa o comando da Seleção Brasileira, após atuar como técnico do Brasil em 139 partidas, contando todas as suas passagens desde 1967 até 1998, tendo vencido cem jogos e perdido apenas dez.

É o técnico que mais atuou pela Seleção Brasileira.

Zagallo agradece a Ronaldo após o Brasil vencer a Holanda
pelas semifinais da Copa do Mundo de 1998.

Em 1999 passa a treinar a Portuguesa de Desportos, onde fica até o ano 2000.

Em 2001 é contratado pelo Flamengo, quando conquista o Campeonato Carioca e a Copa dos Campeões.

No ano seguinte volta à Seleção Brasileira como auxiliar técnico de Carlos Alberto Parreira, ocasião em que participa da conquista da Copa América em 2004 e a Copa das Confederações em 2005.

Participa pela última vez de uma Copa do Mundo em 2006, como auxiliar técnico, até a eliminação da Seleção Brasileira pela França, nas quartas-de-final.


terça-feira, 26 de julho de 2011

TELÊ SANTANA

Telê Santana da Silva nasceu em Itabirito, Minas Gerais, há exatos 80 anos, em 26 de julho de 1931.

Ex-jogador e ex-técnico de futebol, sua carreira começou no Itabirense Esporte Clube.

Em seguida, atuou pelo América de São João del-Rei, de onde saiu para jogar no Fluminense do Rio.

Pelo Fluminense, iniciou sua carreira sendo campeão de juvenis em 1949 e 1950 e promovido para os profissionais em 1951, treinado por Zezé Moreira.

A partir de então despontou seu melhor futebol e conseguiu suas maiores conquistas como atleta.

Atuando como ponta-direita, conquistou pelo Fluminense o Campeonato Carioca em 1951, a Copa Rio em 1952, o Torneio Rio-São Paulo em 1957, o Campeonato Carioca em 1959 e novamente o Torneio Rio-São Paulo, em 1960.

O Fluminense Campeão Carioca em 1951.
Em pé: Pé de valsa, Edson, Jaminho, Castilho, Pinheiro e Lafayete.
Agachados: Telê, Didi, Carlyle, Orlando e Joel.

O Fluminense Campeão da Copa Rio em 1952.
Telê Santana é o primeiro agachado da esquerda para a direita.

O Fluminense Campeão do Rio-São Paulo em 1957.
Telê Santana é o terceiro jogador sentado da esquerda para a direita.

O Fluminense Campeão Carioca em 1959.
Em pé: Clóvis, Jair Marinho, Edmilson, Altair, Castilho e Pinheiro.
Agachados: Maurinho, Paulinho, Waldo, Telê e Escurinho.

Com a camisa do Fluminense, atuou em 556 partidas, marcando 165 gols, sendo o terceiro jogador que mais atuou pelo clube tricolor e seu terceiro maior artilheiro.

Telê tinha o apelido de Fio de Esperança, que recebeu após um concurso entre os torcedores promovido pelo jornalista Mário Filho, então diretor do Jornal dos Sports.

O concurso tinha surgido como ideia do dirigente tricolor Benício Ferreira.

Na época, Telê tinha os apelidos pejorativos de Fiapo e Tarzan das Laranjeiras, em função de seu corpo franzino.

O dirigente achava que o jogador merecia algo mais honroso e deu a ideia ao amigo Mário Filho, que criou o concurso com o tema Dê um slogan para Telê Santana e ganhe 5 mil cruzeiros.

Ao seu final, mais de quatro mil sugestões tinham sido enviadas à redação do jornal.

Três leitores acabaram empatados no primeiro lugar na votação final, com as alcunhas El todas, Big Ben e Fio de Esperança.

Foi a última opção que caiu no gosto dos torcedores tricolores.

Telê se transferiu do Fluminense para o Guarani, por conta do presidente do Bugre, o carioca Jaime Silva, ser torcedor do clube carioca e ter influenciado os dirigentes cariocas a permitirem a sua transferência para Campinas.

O Guarani de Campinas em 1962.
Em pé: Dimas, Ferrari, Ditinho, Hilton Porco, Eraldo e Diogo.
Agachados: Telê, Ari, Paulo Leão, Tião Macalé e Osvaldo.

Em 1963, transferiu-se para o Madureira, onde Telê Santana deu mais uma demonstração de amor ao Fluminense, quando, atuando pelo clube suburbano, marcou o único gol de sua equipe na derrota por 5 a 1 para o Flu.

Embora aquele gol não tenha influenciado no resultado, Telê chorou ao final da partida por ter feito um gol em seu clube do coração.

Foi seu único gol contra o Fluminense, e também o único contra o goleiro e grande amigo Castilho.

O Madureira em 1963.
Em pé: Vermelho, Nair, Jorge, Telê Santana, Alfredo e Aloísio.
Agachados: Geneci, Batista, Robertão, Homero e Alfredinho.

Telê Santana encerrou sua carreira de jogador em 1965, no Vasco da Gama, novamente dirigido por Zezé Moreira, onde disputou apenas dois jogos e marcou seu último gol, contra a Portuguesa Santista.

Telê em fim de carreira no Vasco da Gama.

Com uma visão particular de futebol, formada nos muitos anos de trabalho no Fluminense, em que não acreditava em "ganhar por ganhar" ou "ganhar a qualquer custo", Telê Santana era um intransigente defensor de um futebol diferenciado e exigente disciplinador.

Após encerrar a carreira como jogador, foi aproveitado como técnico e acabou marcando uma época de glórias e estigmas.

Começou na categoria de juvenis do Fluminense, sendo Campeão Carioca em 1968.

Em 1969 foi promovido a técnico do time profissional, sendo Campeão Carioca e formando a base do time campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970.

O Fluminense Campeão Carioca em 1969.
O técnico Telê Santana é o penúltimo, em pé, da esquerda para a direita.

Em 1970, logo após deixar o Fluminense, Telê foi contratado pelo Atlético Mineiro.

Logo que chegou, foi Campeão Mineiro, quebrando uma série de cinco títulos do rival Cruzeiro, que ganhou de 1965 a 1969.

Em 1971, Telê comandou o time do Atlético na conquista do primeiro e recém-criado Campeonato Brasileiro de Futebol.

Telê Santana com o troféu de Campeão Brasileiro em 1971.

Em 1973, teve uma rápida passagem pelo São Paulo, retornando ao Atlético Mineiro em 1974.

Em 1976 passou pelo Botafogo e pouco tempo depois foi contratado pelo Grêmio.

Em 1977, dirigiu o histórico time do Grêmio que levou-o a recuperar a hegemonia do Campeonato Gaúcho após oito anos de domínio do Internacional.

O Grêmio Campeão Gaúcho de 1977.
O técnico Telê Santana é o primeiro em pé, da esquerda para a direita.

Após ganhar fama de bom treinador de clubes, com mais uma passagem marcante, agora pelo Palmeiras, em 1979, quando fez um time sem estrelas realizar belos jogos, foi contratado para ser técnico da Seleção Brasileira, em 1980.

Sua estreia foi contra o México, no Maracanã, vitória por 2 a 0.

Como treinador da Seleção Brasileira, classificou o Brasil para a Copa do Mundo de 1982, na Espanha.

Na Copa do Mundo, encantou a todos com um futebol bonito e envolvente, aclamado como o melhor da época.

Reconhecendo que privilegiava a técnica, escalou uma esquadra com jogadores como Zico, Sócrates e Falcão, entre outros grandes jogadores.

Entretanto, não conseguiu o almejado título mundial, que não vinha há 12 anos, deixando o comando da Seleção.

Em 1982, Telê Santana ao lado dos jogadores
Edinho, Zico, Cerezzo, Sócrates e Júnior.

Após uma passagem pelo futebol árabe, onde foi campeão da Copa do Rei em 1983, do Campeonato da Arábia Saudita e da Copa da Ásia em 1984, além da Copa do Golfo em 1985, Telê Santana foi novamente convidado para assumir a Seleção Brasileira, no lugar de Evaristo de Macedo, faltando uma semana para a estreia nas Eliminatórias para a Copa de 1986.

O Brasil foi à Copa do Mundo do México com Telê Santana buscando valorizar a experiência, montando um time não tão vibrante, com jogadores remanescentes de 1982, alguns já em fim de carreira.

Criticado anteriormente por não exigir muita disciplina dos jogadores, voltou mais vigilante, o que resultou no corte da principal revelação do time, o ponta-direita Renato Gaúcho, do Grêmio, quando este chegou tarde à concentração.

Telê Santana perdeu a Copa do Mundo invicto, eliminado numa disputa de pênaltis contra a França.

Telê Santana, em 1986, ao lado dos goleiros
Leão, Gilmar, Carlos e Paulo Vítor.

Ficou marcado com a pecha de pé-frio por parte da imprensa brasileira, reforçada pela campanha do Atlético Mineiro no Campeonato Brasileiro do ano seguinte, quando o time treinado por Telê foi eliminado nas semifinais depois de passar invicto pela primeira fase.

Em 1988, Telê chegou mais uma vez ao título mineiro com o Atlético e no fim do ano foi treinar o Flamengo.

Após passar o ano de 1989 no time rubro-negro, Telê Santana teve uma passagem frustrante pelo Palmeiras em 1990.

Em outubro de 1990 foi contratado pelo São Paulo.

O time chegou ao vice-campeonato brasileiro, perdendo a Final para o Corinthians, o que serviu para mais uma vez trazer à tona a fama de pé-frio.

Entretanto, sagrou-se Campeão Paulista e Campeão Brasileiro pelo São Paulo em 1991.

Com a conquista do título paulista, passou a ser o único técnico brasileiro a ter conquistado os quatro principais Campeonatos Estaduais do País (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul).

Telê Santana trabalhando no São Paulo
no início dos anos 90.

Aos 60 anos, em 1991, Telê queria descansar.

Mas o título nacional e a perspectiva de disputar uma Taça Libertadores da América pelo São Paulo o motivou a continuar.

Em 1992, conquista a Taça Libertadores da América ao vencer no Morumbi, nos pênaltis, o argentino Newell's Old Boys.

Telê Santana com a Taça Libertadores da América.

Após a conquista da Libertadores, o São Paulo venceria outros três importantes torneios internacionais, na Espanha: o Troféu Tereza Herrera, o Troféu Ramon de Carranza e a Taça Cidade de Barcelona.

No dia 13 de dezembro de 1992, o São Paulo enfrentaria o Barcelona de Zubizarreta, Koeman, Laudrup, Stoichkov e do técnico Cruyff, em Tóquio, pelo título Mundial Interclubes.

A vitória por 2 a 1 consagrou o São Paulo Campeão Mundial Interclubes.

Uma semana depois, em 20 de dezembro, o São Paulo venceu o Campeonato Paulista, derrotando o Palmeiras na Final, também por 2 a 1.

Em 1993, o São Paulo de Telê Santana chega ao Bi-campeonato da Taça Libertadores ao passar pelo Universidad Católica, do Chile, na Final.

Em dezembro, o Bi-campeonato Mundial Interclubes, derrotando o Milan, de Baresi, Maldini, Donadoni e do técnico Fábio Capelo por 3 a 2.

Telê Santana com as duas taças
dos Campeonatos Mundiais Interclubes
conquistados em 1992 e 1993.

Em 1994, os dois últimos títulos de Telê Santana, a Recopa Sul-Americana e a Copa Conmebol, pelo São Paulo.

Chegaria mais uma vez à Final da Libertadores mas perderia a decisão nos pênaltis para o Vélez Sarsfield.

Em 10 de outubro de 1995, Telê quebrava um recorde: permaneceu por cinco anos seguidos como técnico do mesmo clube, fato que não acontecia desde a década de 60, quando Lula dirigiu por sete anos o Santos.

No Campeonato Brasileiro de 1995, o São Paulo terminou em 12º. lugar.

Em 30 de dezembro de 1995, Telê Santana sofre uma isquemia cerebral, agravada por um quadro de diabetes.

A partir daí, Telê nunca mais voltou a trabalhar no futebol.

No São Paulo, foi substituído primeiro pelo auxiliar Muricy Ramalho e depois por Carlos Alberto Parreira.

Teve convites do Barcelona e do Palmeiras, mas os médicos e a família recomendaram que Telê ficasse em casa, em recuperação.

Nos dez anos seguintes, ao lado da mulher Ivonete, Telê Santana morou em Belo Horizonte e seu estado de saúde foi se agravando.

Em de março de 2006, Telê foi internado em estado grave no Hospital Felício Roxo, em Belo Horizonte, com uma infecção intestinal.

Em 21 de abril de 2006, Telê Santana morreu de falência múltipla dos órgãos, por coincidência, data da morte de outros dois mineiros que fazem parte da história do Brasil: Tancredo Neves e Tiradentes.

Assim podemos contar a vida de Telê Santana, uma pessoa acima de tudo honesta e determinada a vencer...


quinta-feira, 28 de abril de 2011

NAIR BELLO

Nair Bello Sousa Francisco nasceu em São Paulo, há exatos 80 anos, em 28 de abril de 1931.

Atriz e humorista brasileira, sua carreira foi marcada pelo humor ao interpretar seus personagens.

Nair Bello começou sua vida profissional aos dezoito anos, em 1949, na extinta Rádio Excelsior e trabalhou também na Rádio Record.

Dois anos depois estreou no cinema em "Liana, a Pecadora" (1951), filme em que contracenou com sua grande amiga Hebe Camargo.

O teatro a conheceria anos mais tarde, em 1976, em "Alegro Desbum", peça de Oduvaldo Vianna Filho.

Em 1953, Nair Bello se casou com Irineu de Sousa Francisco, com quem viria a ter os filhos Manuel, José, Maria Aparecida e Ana Paula.

Seu grande sucesso acabou se dando com a TV.

Nair começou como garota-propaganda e participou de diversas novelas e minisséries a partir de 1958.

Em 1960 participou como atriz coadjuvante no seriado infantil "A Turma dos Sete", na TV Record.

Um de seus personagens de maior destaque foi Dona Santinha, a dona da pensão que usava o seu tamanco para se defender dos trapaceiros.

O quadro humorístico "Epitáfio e Santinha" foi uma criação de Renato Corte Real, em 1961, na TV Record, no programa "Grande Show União".

Ela ficou no ar com Dona Santinha e com o também humorista Pagano Sobrinho, durante três anos, a partir de 1959 na TV Record, indo depois para a TV Rio.

Estrelou o seriado "Dona Santa", exibido pela Rede Bandeirantes entre 1981 e 1982, com grande sucesso, onde interpretava uma taxista que sustentava a família.

Seus últimos trabalhos foram pela Rede Globo, fazendo parte do programa Zorra Total, no papel de Dona Santinha.

Atuou também com destaque nas novelas Perigosas Peruas (1992), Uga Uga (2000) e Kubanacan (2003).

Nair Bello faleceu em São Paulo, em 17 de abril de 2007, em decorrência de falência múltipla dos órgãos, aos 75 anos.

Foi sepultada no Cemitério do Araçá, em São Paulo.

Nair Bello

quarta-feira, 13 de abril de 2011

DAN GURNEY

Daniel Sexton Gurney, mais conhecido por Dan Gurney nasceu em Port Jefferson, Estados Unidos, há exatos 80 anos, em 13 de abril de 1931.

Ex-automobilista e atual construtor e diretor de equipes, Gurney correu vários tipos de modalidades no automobilismo: Indy Car, NASCAR, Can-Am, Trans-Am Series e mais destacadamente a Fórmula 1.

Filho de um cantor de ópera, mudou-se com os pais na adolescência para a California.

A familia instalou-se em Riverside, perto do qual existe um circuito permanente, e cedo apaixonou-se pela velocidade.

Nessa altura, começava a crescer a cultura do "hot rod", onde jovens da sua idade transformavam velhos Fords T e A em máquinas poderosas, com potentes motores Ford ou Chevrolet V8.

Aos 21 anos, em 1952, colocou temporariamente a sua carreira de lado para servir o exército americano na Guerra da Coreia.

Quando voltou para casa, continuou a sua progressão no automobilismo.

Em 1958 vai para a Europa, correr nas 24 Horas de Le Mans a bordo de um Ferrari 250 GT da NART, onde apesar de não ter chegado ao fim, foi convidado pela Ferrari para fazer testes.

No ano seguinte, é escolhido para fazer parte da equipe na temporada oficial de Formula 1, ao lado do seu compatriota Phil Hill, do inglês Tony Brooks, do alemão Wolfgang von Trips, do francês Jean Behra e do belga Olivier Gendebien.

Sua primeira corrida é o Grande Prêmio da França, no Circuito de Reims, mas abandona a prova após 19 voltas.

Em sua segunda corrida, o GP da Alemanha, classifica-se em segundo lugar, apenas 1.9 segundos atrás do vencedor da prova, seu companheiro de FerrariTony Brooks.

Classifica-se ainda em terceiro lugar no GP de Portugal e quarto lugar no GP da Itália em 1959.

Termina o campeonato na sétima colocação.

Em 1960 passa a correr pela BRM, sem sucesso.

Disputa sete GP's e abandona seis deles, terminando apenas o GP da Inglaterra, em décimo lugar.

Em 1961 disputa a Fórmula 1 pela Porsche.

Termina a temporada em quarto lugar, após subir ao pódio nos GP's de França, Itália e Estados Unidos, finalizando todos em segundo lugar.

Em 1962, ainda na Porsche, vence o seu primeiro GP, na França.

No circuito de Rouen-les-Essarts, larga apenas em sexto lugar mas termina a corrida à frente de todos.

Dan Gurney vence o GP da França em 1962.

Também em 1962 marca pela primeira vez a pole-position, no GP da Alemanha.

Em 1963 passa a correr pela Brabham e termina a temporada em quinto lugar.

Sobe ao pódio na Bélgica, na Holanda e na África do Sul.

Em 1964 vence duas corridas, na França e no México.

Dan Gurney cruza a linha de chegada na frente, no GP da França em 1964.

Termina o campeonato em sexto lugar.

Em 1965, em seu último ano na Brabham, não vence corridas, mas sobe ao pódio em cinco disputas (Holanda, Alemanha, Itália, Estados Unidos e México).

Termina a temporada em quarto lugar.

Em 1966, na Eagle, participa de oito corridas, mas finaliza apenas três.

Em 1967, ainda na Eagle, vence seu último GP, na Bélgica.

Dan Gurney vence sua última corrida na Fórmula 1,
o GP da Bélgica em 1967.

Em 1968, já próximo ao fim da sua carreira, finaliza apenas duas corridas na temporada, os GP's da Alemanha e dos Estados Unidos.

Em 1969, não participa de corridas na Fórmula 1.

Encerra sua carreira em 1970, disputando sua última corrida na Fórmula 1 no GP da Inglaterra, pela McLaren.

Disputou ao todo 86 GP's, obtendo quatro vitórias e subindo ao pódio em 19 oportunidades.

É o terceiro piloto norte-americano com mais GP's disputados na Fórmula 1, após Eddie Cheever e Mario Andretti, sendo o segundo piloto que mais venceu (apenas Mario Andretti vence Dan Gurney nesse aspecto).

Em 1971 passa a dirigir a Eagle.

Quando testrava o seu carro na oval de Phoenix, debateu-se com problemas de velocidade de ponta.

O resultado foi um apêndice aerodinâmico que permite adequar a carga aerodinâmica, conforme as pistas que corriam, melhorando a sua tração.

O "Gurney flap" é usado hoje em dia em todas as grandes competições.

Sua Eagle disputou provas da CART (Championship Auto Racing Teams) até 1986.

Em 1990, Gurney foi incluído no International Motorsports Hall of Fame.

Também faz parte do Hall da Fama do Automobilismo da América.

Parabéns ao piloto Dan Gurney, que completa hoje 80 anos!...


terça-feira, 5 de abril de 2011

GENIVAL LACERDA

Genival Lacerda nasceu em Campina Grande, Paraíba, há exatos 80 anos, em 5 de abril de 1931.

Cantor e compositor brasileiro de forró, sua carreira começou na Região Nordeste e ao longo dela gravou cerca de 70 discos.

Representante do forró escrachado, suas letras de duplo sentido situam-se, na maioria, entre o côco e o rojão, gêneros básicos de sua maior influência, Jackson do Pandeiro.
 
Em 1955 gravou seu primeiro disco de 78 rotações, obtendo sucesso com a faixa "Coco de 56".
 
Primeiro disco de 78rpm de Genival Lacerda,
da gravadora pernambucana Mocambo.
 
Em 1964, incentivado por Jackson do Pandeiro, foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou em casas de forró e chegou a gravar um LP.
 
O sucesso chegou mesmo em 1975, com a música "Severina Xique-Xique", cujo verso "ele tá de olho é na butique dela" se tornou o mais popular do compositor.
 
Depois disso, conhecido nacionalmente, se apresenta regularmente em várias cidades brasileiras, fazendo humor, dançando e cantando.
 
Morando em Campina Grande, Paraíba, ainda cumpre sua agenda de shows e recentemente fez uma participação no filme "Foliar Brasil", sem data para estrear nos cinemas.

Além de "Severina Xique-Xique" são grandes sucessos de Genival Lacerda "De quem é esse jegue?", "Mate o véio" e "Radinho de pilha".

Genival Lacerda