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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A RENÚNCIA



"Ao Congresso Nacional.

Nesta data, e por este instrumento.

Deixando com o Ministro da Justiça.

As razões de meu ato.

Renuncio ao mandato de Presidente da República.

Brasília, 25.8.61."



 
Fui vencido pela reação e assim deixo o governo.

Nestes sete meses cumpri o meu dever.

Tenho-o cumprido dia e noite, trabalhando infatigavelmente, sem prevenções, nem rancores.

Mas baldaram-se os meus esforços para conduzir esta nação, que pelo caminho de sua verdadeira libertação política e econômica, a única que possibilitaria o progresso efetivo e a justiça social, a que tem direito o seu generoso povo.

Desejei um Brasil para os brasileiros, afrontando, nesse sonho, a corrupção, a mentira e a covardia que subordinam os interesses gerais aos apetites e às ambições de grupos ou de indivíduos, inclusive do exterior.

Sinto-me, porém, esmagado.

Forças terríveis levantam-se contra mim e me intrigam ou infamam, até com a desculpa de colaboração.

Se permanecesse, não manteria a confiança e a tranquilidade, ora quebradas, indispensáveis ao exercício da minha autoridade.

Creio mesmo que não manteria a própria paz pública.

Encerro, assim, com o pensamento voltado para a nossa gente, para os estudantes, para os operários, para a grande família do Brasil, esta página da minha vida e da vida nacional.

A mim não falta a coragem da renúncia.

Saio com um agradecimento e um apelo.

O agradecimento é aos companheiros que comigo lutaram e me sustentaram dentro e fora do governo e, de forma especial, às Forças Armadas, cuja conduta exemplar, em todos os instantes, proclamo nesta oportunidade.

O apelo é no sentido da ordem, do congraçamento, do respeito e da estima de cada um dos meus patrícios, para todos e de todos para cada um.

Somente assim seremos dignos deste país e do mundo.

Somente assim seremos dignos de nossa herança e da nossa predestinação cristã.

Retorno agora ao meu trabalho de advogado e professor.

Trabalharemos todos.

muitas formas de servir nossa pátria.



Brasília, 25 de agosto de 1961.

Jânio Quadros.

 

Há exatos 50 anos...

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

JÂNIO E CHE: A GOTA D'ÁGUA

Entre os muitos episódios que marcaram a vida de Che Guevara, seu encontro com o presidente Jânio Quadros é, talvez, um dos menos conhecidos ou documentados.

Os relatos de seus biógrafos são coincidentes em sua brevidade e escassez de detalhes.

Ainda assim, sua visita-relâmpago ao Brasil, foi considerada por muitos polemistas da época e jornalistas sensacionalistas de plantão, como, possivelmente, a gota d’água para a renúncia de Jânio, dali a seis dias.

O então Ministro das Indústrias de Cuba acabava de partir do Uruguai, após vários dias de acalorados debates na reunião do CIES (Conselho Interamericano Econômico e Social, um órgão da OEA), em Punta del Este, onde cumprira uma agenda cheia (naquele balneário e em Montevidéu) de discursos, reuniões políticas, coquetéis e entrevistas para a imprensa estrangeira.

Guevara estava exausto, mas antes de retornar a Havana, ainda tinha dois compromissos importantes: encontrar-se secretamente com o presidente Frondizi, na Argentina e em seguida, partir para o Brasil, onde seria recebido pelo primeiro mandatário do país, Jânio Quadros.

O turbo-hélice quadrimotor Bristol Britannia, da Cubana de Aviación pousou na Base Aérea de Brasília às 23:30 horas, do dia 18 de agosto de 1961.

Destacado para receber o revolucionário argentino, o então deputado federal José Sarney acabou não permanecendo no local para a sua chegada, por causa dos sucessivos atrasos no vôo da delegação da ilha caribenha.

Assim, a tarefa ficou a cargo do diplomata Carlos Alberto Leite Barbosa, que recepcionou o ilustre convidado e o levou imediatamente, junto com sua comitiva de quarenta e cinco pessoas (vinte das quais eram seguranças), para o Brasília Palace Hotel, onde ocupariam um andar inteiro.

Che demonstrava cansaço, especialmente porque no dia anterior sofrera um forte ataque de asma em Montevidéu.

Passou parte da noite conversando em sua suíte com o então fotojornalista do jornal O Estado de São Paulo, Raymond Frajmund, e um grupo de amigos, e depois foi descansar.

Às seis horas da manhã do dia seguinte teria de levantar e seguir diretamente para a Praça dos Três Poderes, onde saudaria a bandeira e passaria em revista às tropas.

Enquanto isso, vários oficiais da Guarda Presidencial, indignados com a presença do dirigente comunista, se rebelavam.

Não queriam participar do evento programado.

O clima era de tensão.

Após grande esforço dos oficiais mais graduados, por toda a madrugada, a situação foi resolvida a tempo, e tudo transcorreu como planejado.

Eram sete horas da manhã do dia 19 de agosto de 1961, há exatos 50 anos, quando Che Guevara, em seu tradicional uniforme verde-oliva, era recebido com honras militares.

Mesmo aparentando certo desconforto com a cerimônia, ouviu os hinos nacionais dos dois países e bateu continência à bandeira, diante dos soldados enfileirados (os oficiais responsáveis pela tropa, por sua vez, se recusaram a se perfilar diante do Che).

Dezoito minutos depois, já estava no Salão Verde do Palácio do Planalto, onde foi acolhido com entusiasmo por Jânio.

Aquela não era a primeira vez que os dois se encontravam.

Jânio havia visitado Cuba no final de março e início de abril de 1960, a convite de Fidel Castro, quando ainda era candidato à presidência.

Enquanto Fidel, cauteloso, se esquivava de algumas perguntas, respondendo com evasivas, Guevara fez questão de declarar a Jânio, com todas as letras, que ele era marxista-leninista, uma franqueza que impressionou bastante o visitante.

Agora era a vez de Che visitar seu colega em Brasília.

A viagem de Guevara à capital brasileira fora decidida pouco tempo antes e era basicamente de cortesia, com caráter protocolar.

Quando Che ia à reunião da OEA, no Uruguai, fez breve escala no aeroporto do Rio de Janeiro, onde recebeu o convite de João Dantas, em nome de Jânio (há quem diga que o convite teria partido do então ministro Clemente Mariani).

O encontro serviria, supostamente, para estreitar os laços de amizade entre os dois países.

E também para discutir a situação e o destino de cento e sessenta e oito exilados cubanos, que se encontravam na residência da Embaixada Brasileira em Havana.

O ato mais importante e simbólico da visita, contudo, seria a condecoração de Che com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, a mais alta comenda do governo.

Na verdade, a decisão de condecorar Guevara foi abrupta.

Como o Itamaraty (e sua divisão de cerimonial) na época ainda ficava no Rio (em Brasília só havia um escalão avançado, com o gabinete do chanceler), foi necessário mandar buscar, às pressas, a medalha na antiga capital.

O chefe do cerimonial, Câmara Canto (mais tarde embaixador do Brasil no Chile, durante o golpe de Pinochet), providenciou para que fosse levada a tempo a Brasília, num Caravelle da Cruzeiro do Sul.

Numa cerimônia com poucas pessoas, Jânio colocou a insígnia no comandante e seguiu então para uma conversa reservada com ele em seu gabinete.

O gesto, aparentemente singelo, foi considerado imperdoável para alguns setores das Forças Armadas.

É verdade que outros dignitários cubanos já haviam recebido aquela comenda, anos antes, como Osvaldo Dorticós e Raúl Roa.

Até mesmo o cosmonauta soviético Yuri Gagarin ganhara uma condecoração, a Ordem do Mérito Aeronáutico, apenas dezesseis dias antes.

Mas agora, as coisas eram diferentes.

A situação, desta vez, não permitia tamanha ousadia.

Os Militares não perdoariam Jânio por isso.

Alguns deles até ameaçaram devolver suas próprias condecorações em protesto.

O clima esquentara também com o Governador da Guanabara, Carlos Lacerda.

Algumas horas antes da chegada de Che a Brasília, Lacerda se encontrara com Jânio e ficara extremamente irritado ao saber da condecoração.

Ele iria entregar as chaves do Rio de Janeiro, logo depois, ao contra-revolucionário anticastrista cubano Manuel Varona.

Após uma reunião fechada com Jânio, Guevara conversou com jornalistas e, junto com o encarregado de negócios de Cuba e alguns membros de sua delegação, foi para um almoço com o Prefeito do Distrito Federal, Paulo de Tarso, na residência oficial do Riacho Fundo.

Em seguida, deu uma volta de helicóptero sobre a capital e seguiu para a Base Aérea.

Seu avião decolou às 15 horas com destino a Havana.

A visita de Che durou menos de dezesseis horas, mas passou como um furacão.

A condecoração de Guevara foi a última solenidade de Jânio no Palácio do Planalto.

Seis dias depois, ele renunciava.

Os Militares, por sua vez, depois do Golpe de 1964, em outro gesto simbólico, iriam retirar aquela comenda do famoso revolucionário.

Jânio condecora Che Guevara com a
Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, há exatos 50 anos.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O LEGISLADOR E OS TRAJES DE BANHO...

Decreto nº. 51.182, de 11 de agosto de 1961

Proíbe o traje de banho nos concursos e desfiles de beleza.

O Presidente da República, usando das atribuições que lhe confere o artigo 87, item I, da Constituição,

Decreta:

Art. 1º. Nos concursos de beleza, seleções de representantes femininas e semelhantes, as competidoras e participantes não poderão apresentar-se ou desfilar em trajes de banho sendo tolerado o uso de saiote.

Art. 2º. As autoridades locais, encarregadas da Polícia de Costumes, tomarão as providências para o fiel cumprimento do estabelecido no artigo anterior.

Art. 3º. O presente Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Brasília, DF, 11 de agosto de 1961; 140º. da Independência e 73º. da República.

Jânio Quadros

Oscar Pedroso Horta




Pode?

Foi há exatos 50 anos!...



quinta-feira, 4 de agosto de 2011

BARACK OBAMA

Barack Hussein Obama II nasceu em Honolulu, no Havaí, há exatos 50 anos, em 4 de agosto de 1961.

Advogado e político dos Estados Unidos da América, quadragésimo quarto e atual Presidente do país, desde 20 de janeiro de 2009 e vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2009.

Até então, era senador pelo estado de Illinois.

Obama foi o primeiro mulato (afro-americano no contexto estadunidense) a ser eleito Presidente dos Estados Unidos da América.

Filho de um economista queniano e de uma antropóloga americana, nascida em Wichita, no estado do Kansas, seus pais separam-se quando Obama tinha cinco anos de idade.

O pequeno Obama e sua mãe, Ann Dunham.

Seu pai retornou ao Quênia, encontrando-se com o filho apenas mais uma vez antes de falecer em um acidente de automóvel em 1982, quando Obama tinha vinte e um anos.

Após o divórcio, sua mãe casou-se com o indonésio Lolo Soetoro.

A família mudou-se para o país natal de Soetoro em 1967, tendo Obama frequentado escolas em Jakarta até os dez anos de idade.

Ele então retornou para Honolulu para morar com seus avós maternos.

Em Honolulu, frequentou a escola Punahou, desde a quinta série do ensino elementar americano, em 1971, até a graduação no ensino secundário, em 1979.

A mãe de Obama retornou ao Havaí em 1972, lá permanecendo por muitos anos.

Voltou à Indonésia por vários períodos para o desenvolvimento de trabalho de campo.

Ela defendeu tese de doutoramento em antropologia pela Universidade do Havaí em 1992.

Faleceu de câncer nos ovários em 1995.

Após concluir o ensino secundário, Barack Obama mudou-se para Los Angeles, onde estudou no Occidental College por dois anos.

O joverm Barack Obama.

Em 1981, transferiu-se para a Universidade de Columbia, em Nova Iorque, onde graduou-se dois anos depois em ciência política, com especialização em relações internacionais.

Obama obteve o título de bacharel de artes em 1983, quando foi trabalhar por um ano na empresa Business International Corporation, hoje parte do grupo que publica a revista The Economist e em seguida para a organização sem fins lucrativos New York Public Interest Research Group.

Após quatro anos na cidade de Nova Iorque, Obama mudou-se para Chicago para trabalhar como agente comunitário entre junho de 1985 e maio de 1988 como diretor da Developing Communities Project (DCP), uma associação comunitária religiosa originalmente composta por oito paróquias católicas, na região da grande Roseland, ao sul de Chicago.

Nos seus três anos como diretor da DCP, sua equipe passou de uma para treze pessoas e seu orçamento anual cresceu de 70 mil dólares para 400 mil dólares, tendo conseguido, entre outros resultados, auxiliar a criação de um programa de educação para o trabalho, a criação de um programa de preparação para o estudo universitário e o estabelecimento de uma organização de defesa dos direitos de inquilinos na região de Altgeld Gardens, em Chicago.

Obama também trabalhou como consultor e instrutor para a fundação Gamaliel, um instituto que dá consultoria e treinamento para associações comunitárias.

Em meados de 1988, viajou pela primeira vez para a Europa, indo em seguida ao Quênia, lá encontrando-se pela primeira vez com alguns de seus parentes.

Obama ingressou na escola de direito de Harvard no final do mesmo ano de 1988.

Ao final do seu primeiro ano na escola, foi escolhido como editor da revista Harvard Law Review, em função das suas notas e de uma competição de redação.

Em seu segundo ano na escola, foi escolhido presidente da revista, uma posição voluntária de tempo integral, assumindo as responsabilidades de editor-chefe e supervisionando a equipe de oitenta editores.

Obteve o título de doutor em direito por Harvard em 1991, com trinta anos.


Em 1992 casa-se com Michelle Obama, com quem possui duas filhas: Malia Ann e Natasha.

A publicidade associada à sua eleição à presidência da Harvard Law Review resultou em um contrato para que ele escrevesse um livro sobre questões relacionadas à raça.

Obama planejara terminar o livro em um ano, no entanto a tarefa consumiu muito mais tempo à medida que evoluiu para um livro de memórias.

A fim de trabalhar sem interrupções, Obama e sua esposa, viajaram para Bali, onde passou meses escrevendo.

O manuscrito foi finalmente publicado como Dreams from my father em meados de 1995.

Obama dirigiu a iniciativa Project Vote em Illinois entre abril e outubro de 1992.

O projeto, voltado para o registro de eleitores, registrou 150 mil dos 400 mil afro-americanos não registrados do Estado, motivando a revista Crain's Chicago Business a incluir, em 1993, Obama na sua lista de líderes promissores com menos de quarenta anos.

Ainda em 1993, Obama juntou-se à firma Davis, Miner, Barnhill & Galland, um escritório de direito composto por doze advogados especializado em casos de direitos individuais e desenvolvimento econômico de vizinhanças, atuando como advogado associado por três anos, entre 1993 e 1996.

Entre 1995 e 2002 atuou na mesa diretora do Chicago Annenberg Challenge, tendo sido fundador e presidente.

Participou também da mesa diretora das seguintes organizações: Chicago Lawyers' Committee for Civil Rights Under Law, Center for Neighborhood Technology, JoyceWoods Fund of Chicago e Lugenia Burns Hope Center.

Em 1996, foi eleito ao Senado de Illinois (Órgão integrante da Assembleia Geral de Illinois, que constitui o poder legislativo local), mandato para o qual foi reeleito em 2000.

Em 2004, nas eleições primárias para a candidatura democrata ao Senado dos Estados Unidos, os seus opositores foram Blair Hull, um homem de negócios, e Dan Hynes, procurador do estado de Illinois.

Nas primárias, Obama somou mais votos que os outros seis candidatos combinados, ganhando com 52% dos sufrágios.

Obama enfrentou o candidato Alan Keyes e venceu as eleições por uma diferença considerável: 70% contra 27% de Keyes.

Como membro da minoria democrata no período entre 2005 e 2007, ajudou a criar leis para controlar o uso de armas de fogo e para promover maior controle público sobre o uso de recursos federais.

Neste período, fez viagens oficiais para o Leste Europeu, o Oriente Médio e África.

Contribuiu para a adoção de leis que tratam de fraude eleitoral, da atuação de lobistas, mudança climática, terrorismo nuclear e assistência para militares americanos após o período de serviço.

Obama ganhou a primeira eleição primária para sua candidatura à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata, em Iowa, em janeiro de 2008, saindo na frente de Hillary Clinton e John Edwards.

Já na segunda, Hillary Clinton bateu Obama por três pontos percentuais nas primárias de New Hampshire.

Durante os cinco primeiros meses de 2008, Obama e Hillary Clinton protagonizaram uma renhida disputa pela nomeação que ficou decidida em fins de maio.

Em agosto de 2008, Obama foi nomeado oficialmente para concorrer à Casa Branca contra o republicano John McCain.


Em novembro de 2008, Barack Obama foi eleito Presidente dos Estados Unidos, derrotando John McCain.

Tornou-se o segundo Presidente mais votado da história do mundo com 69,4 milhões de votos, e o Presidente mais votado da hitória dos Estados Unidos.

Sua administração é marcada pela continuidade da ação das tropas americanas no Afeganistão e no Oriente Médio, além da captura e morte do terrorista saudita Osama Bin Laden.

Obama visitou o Brasil em março de 2011 a fins de buscar novos tratados comerciais ente Brasil e Estados Unidos.

Em abril de 2011, o presidente Barack Obama anunciou formalmente sua campanha à reeleição em 2012.

Barack Obama foi premiado com o Nobel da Paz de 2009, "pelos extraordinários esforços para reforçar o papel da diplomacia internacional e a cooperação entre os povos".

Houve críticas a esta atribuição.

Um dos motivos é o reforço de tropas norte americanas no Afeganistão, por parte de Barack Obama.

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

JÂNIO, O COSMONAUTA E O BEIJO

Em meio as comemorações de façanhas aeroespaciais.

Existe um fato curioso que muitos desconhecem.

Em 1961, após ter sido o primeiro homem.

A alcançar o espaço sideral.

O cosmonauta Yuri Gagarin percorreu o mundo.

Para promover a tecnologia aeroespacial soviética.

Esteve no Brasil entre 29 de julho e 5 de agosto de 1961.

Visitou São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Na nova Capital da República.

Ao conhecer os palácios concebidos por Oscar Niemeyer.

E o Plano Piloto de Lúcio Costa.

Exclamou: “A impressão que tenho é a de estar chegando a um planeta diferente”.

Yuri Gagarin desembarca em Brasília em 1961.

Vinda de alguém habituado ao cosmos.

A frase de Gagarin é bem significativa.

No dia 3 de agosto de 1961.

Há exatos 50 anos, portanto.

Yuri Gagarin era condecorado.

Pelo então Presidente Jânio Quadros.

Com a Ordem do Cruzeiro do Sul.

A maior honraria nacional.

O presidente Jânio Quadros
condecora o cosmonauta Yuri Gagarin, em Brasília.

Naquele dia.

O cosmonauta foi o responsável.

Pelo primeiro contato diplomático.

Entre o Brasil e a União Soviética.

Gagarin levou a Jânio uma mensagem de Nikita Krushev.

Então líder soviético.

Os tempos iriam começar a tremer...

As relações diplomáticas entre os dois países.

Concretizariam-se em dezembro de 1961.

Já com outro Presidente...

Diferente do que Gagarin conheceu.

Mas talvez o melhor mesmo na passagem do soviético.

Aqui pelas terras tupiniquins.

Tenha ocorrido alguns dias antes, no Rio de Janeiro.

A julgar pelo seu sorriso.

O russo, que recebeu um beijo da jovem Sonja Gracie.

Da alta sociedade carioca.


Valeu-se bem dos tempos de charme em ser um astronauta.

Boa viagem, Gagarin; boa viagem...

sábado, 30 de julho de 2011

COPA DO MUNDO 1962: A QUINTA VAGA

1961.

Ano de Eliminatórias de Copa do Mundo.

Aos poucos as vagas iam sendo preenchidas.

Para a disputa do Mundial do Chile, no ano seguinte.

O Chile ficou com a primeira vaga.

Quando foi escolhido sede da Copa do Mundo de 1962.

No Congresso da FIFA em Lisboa, em 10 de junho de 1956.

O Brasil foi o segundo país a se classificar.

Em 29 de junho de 1958, em Estocolmo.

Quando sagrou-se campeão do mundo na Suécia.

A Argentina se classificou em dezembro de 1960.

Quando venceu o Equador por 5 a 0 em Buenos Aires.

quarta vaga foi para a Colômbia.

Após um empate em maio de 1961 contra o Peru em Lima.

A quinta vaga também veio da América do Sul.

Uruguai e Bolívia faziam parte do Grupo 2.

Das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 1962.

A primeira partida foi em 15 de julho de 1961.

Em La Paz, Bolíva e Uruguai ficaram no empate em 1 a 1.

E deixaram a decisão para Montevidéu.

Onde quem vencesse o duelo iria para a Copa do Mundo.

30 de julho de 1961.

Estádio Centenário.

O Uruguai já havia deixado escapar a vaga em 1958.

Quando fora goleado em Assunção pelo Paraguai por 5 a 0.

Os bi-campeões do mundo.

Não poderiam falhar desta vez.

A Bolívia por sua vez.

Por pouco não rouba a vaga da Argentina em 1958.

Após vencer por 2 a 0 em La Paz.

Caiu em Avellaneda por 4 a 0 no jogo decisivo.

Os dois em busca da volta à disputa das Copas.

E o chileno Carlos Robles inicia a partida.

O Uruguai começa logo pressionando.

Eis que Ruben Cabrera abre o placar.

Logo aos quatro minutos.

Delírio nas arquibancadas.

O Uruguai está mais perto da Copa.

E comanda o jogo dentro de campo.

Escalada aumenta a vantagem Celeste aos 38 minutos.

E os uruguaios descem para o intervalo.

A um passo do mundial chileno.

No segundo tempo, Camacho ainda desconta para a Bolívia.

Mas o resultado final do jogo garante a Celeste na Copa.

Uruguai 2 x 1 Bolívia.

E a Celeste Olímpica foi o quinto país.

A se classificar para a Copa do Mundo de 1962.

Há exatos 50 anos!...

O Uruguai, em jogo da Copa de 1962, contra a União Soviética.

Ficha do jogo
30 de julho de 1961

Uruguai 2 x 1 Bolívia
Estádio Centenário, Montevidéu, Uruguai.

Árbitro: Carlos Robles (Chile).
Assistentes:  Domingo Mazzaro (Chile) e Sergio Bustamante (Chile).

Gols: Cabrera (Uruguai), aos 4 do 1o. tempo; Escalada (Uruguai), aos 38 do 1o. tempo; Camacho (Bolívia), aos 17 do 2o. tempo.

Uruguai: Maidana; Martínez, Cano, Souza e Aguerre; González, Bergara e Escalada; Sasia, Cubilla e Cabrera. Técnico: Enrique Fernández.

Bolívia: Cobo; Cainzo, Ramírez, Zabalaga e Torres; Camacho, Alcocer e Aguirre; Escobar, Sánchez e Quiroga. Técnico: Vicente Arraya.

domingo, 19 de junho de 2011

KUWAIT

O Estado do Kuwait é um emirado árabe soberano situado no nordeste da península arábica, na Ásia Ocidental.

Faz fronteira com a Arábia Saudita ao sul e com o Iraque ao norte.

Encontra-se na costa noroeste do Golfo Pérsico.

O nome Kuwait é derivada do árabe "akwat", plural de "kout", que significa "fortaleza construída perto da água".

O emirado tem uma área de 17.820 km2 e tem uma população de cerca de 2,7 milhões de habitantes.

Historicamente, a região era conhecida como Characene, um grande porto que servia o comércio entre a Índia e a Mesopotâmia.

A tribo Bani Utbah foram os primeiros colonos árabes permanentes na região e estabeleceram as bases modernas do emirado.

No século XIX, o Kuwait estava sob a influência do Império Otomano e depois da Primeira Guerra Mundial, emergiu como um xecado independente sob a proteção do Império Britânico.

Grandes campos de petróleo no Kuwait foram descobertos na década de 30.

Após o Kuwait ter conquistado a independência do Reino Unido, há exatos 50 anos, em 19 de junho de 1961, a indústria de petróleo do país registrou um crescimento econômico sem precedentes.

Em 1990, o Kuwait foi invadido e anexado pelo vizinho Iraque.

Os sete meses de ocupação iraquiana chegaram ao fim depois de uma intervenção militar direta por parte das forças liderada pelos Estados Unidos.

Cerca de 700 poços de petróleo do Kuwait foram incendiados por parte do exército iraquiano, resultando em uma grande catástrofe ambiental e econômica para o país.

O Kuwait é uma monarquia constitucional com um sistema parlamentar de governo, com a cidade do Kuwait servindo como capital política e econômica do país.

Vista da cidade do Kuwait.

O país tem a quinta maior reserva de petróleo do mundo e os derivados de petróleo representam agora cerca de 95% das receitas de exportação e 80% da renda do governo do país.

O Kuwait tem o décimo primeiro maior PIB per capita do planeta e o maior índice de desenvolvimento humano (IDH) do mundo árabe.

O Kuwait é classificado como uma economia de alta renda pelo Banco Mundial e é designado como um grande aliado não membro da OTAN dos Estados Unidos.

Situado no nordeste da península arábica, o Kuwait é um dos menores países do mundo em termos de área territorial.

A planície de areia do deserto da Arábia abrange a maior parte do Kuwait.

Há pouca diferença de altitude no país, sendo de 306 metros acima do nível do mar o ponto mais alto do país.

O Kuwait tem nove ilhas, as quais, com exceção da ilha Failaka, são desabitadas.

A área de terra arável é considerável e uma esparsa vegetação é encontrada ao longo de seu litoral de 499 km.

A cidade do Kuwait está localizada na Baía do Kuwait, um porto natural de águas profundas.

O Kuwait é uma monarquia constitucional e tem o mais antigo parlamento diretamente eleito entre os Estados árabes do Golfo Pérsico.

O chefe de Estado é o Emir ou Sheikh, um cargo hereditário.

Um conselho de ministros, auxiliares do primeiro-ministro em sua tarefa como líder de Governo do Kuwait, devem conter pelo menos um membro eleito do parlamento do Kuwait, conhecido como Majlis al-Umma (Assembleia Nacional).

O Chefe de Estado (Emir) é o comandante supremo do Estado, controlando o poder executivo, mas não os seus ministros.

O poder legislativo é exercido pelo Emir e pela Assembleia Nacional, em conformidade com a Constituição.

O emir do Kuwait é imune e inviolável: qualquer crítica contra ele não é tolerada e punível por lei.

Ele pode dissolver a Assembleia Nacional e convocar uma eleição nacional, ou em casos de emergência nacional pode dissolver a Assembleia Nacional e assumir a suprema autoridade sobre o país.

O Emir é o comandante-em-chefe das forças armadas do Kuwait.

O Emir também tem autoridade para conceder o perdão da pena de morte ou prisão.

A Assembleia Nacional é composta por cinquenta membros eleitos, escolhidos em eleições realizadas a cada quatro anos.

Aos ministros do governo também são concedidas participação no parlamento e podem ser até dezesseis, excluindo os cinquenta membros eleitos.

Segundo a Constituição do Kuwait, a decisão de nomeação de um novo emir ou príncipe herdeiro da família Al-Sabah tem de ser aprovada pela Assembleia Nacional.

Se o candidato não conseguir os votos da maioria da Assembleia, a família real deverá apresentar os nomes de três outros candidatos à Assembleia Nacional, que deve aprovar um deles para manter o posto.

Qualquer emenda à Constituição pode ser proposta pelo Emir, mas ela precisa ser aprovada por mais de dois terços dos membros da Assembleia Nacional antes de ser executada.

Palácio Bayan, sede do governo do Kuwait.

O Kuwait tem um PIB de US$ 167,9 bilhões e uma renda per capita de US$ 81.800, o que o torna o quinto país mais rico do mundo.

O índice de desenvolvimento humano (IDH) do Kuwait é de 0,912, o segundo mais elevado do Oriente Médio, perdendo apenas para Israel, e o mais alto índice do mundo árabe.

Com uma taxa de crescimento do PIB de 5,7%, o Kuwait tem uma das economias que mais crescem na região.

Em março de 2007, as reservas estrangeiras do Kuwait estavam em US$ 213 bilhões.

A Bolsa de Valores do Kuwait, que tem cerca de 200 empresas listadas, é a segunda maior bolsa de valores do mundo árabe, com uma capitalização de mercado total de US$ 235 bilhões.

Em 2007, o governo kuwaitiano apresentou um excedente orçamental de US$ 43 bilhões.

O Kuwait tem reservas comprovadas de petróleo bruto de 104 bilhões barris (15 km³), cerca de 10% das reservas do mundo.

Segundo a Constituição do Kuwait, todos os recursos naturais do país e as receitas associadas são de propriedade do governo.

Sendo um país livre de impostos, as contas do setor de petróleo do Kuwait respondem por 80% das receitas do governo.

As contas de petróleo e produtos petroquímicos respondem por quase metade do PIB e 95% das receitas de exportação.

O aumento dos preços do petróleo desde 2003 resultou em um aumento na economia do Kuwait.

Outras indústrias importantes no país são a pesca, construção, cimento, a dessalinização da água, materiais de construção e serviços financeiros.

O Kuwait tem um sistema bancário bem desenvolvido e vários bancos no país remontam ao tempo antes do petróleo ter sido descoberto.

Fundado em 1952, o Banco Nacional do Kuwait é o maior banco do país e um dos maiores do mundo árabe.

Outras grandes instituições financeiras com base no Kuwait incluem o Banco do Golfo do Kuwait e o Banco Burgan.

O clima do Kuwait limita o desenvolvimento da agricultura.

Por conseguinte, com exceção da pesca, o país depende quase totalmente da importação de alimentos.

Cerca de 75% da água potável tem ser destilada ou importada.

O governo está empenhado em diminuir a dependência do petróleo do Kuwait, para abastecer sua economia transformando-o em um centro de comércio regional e em um polo de turismo.

A moeda nacional é o dinar do Kuwait.

Em 2007, as exportações estimadas situavam-se em US$ 59,97 bilhões e as importações eram de cerca de US$ 17,74 bilhões.

O petróleo, produtos petroquímicos, fertilizantes e serviços financeiros são os principais produtos de exportação.

O Kuwait importa uma ampla gama de produtos que vão desde produtos alimentares e têxteis até máquinas.

Os mais importantes parceiros comerciais do Kuwait são Japão, Estados Unidos, Índia, Coreia do Sul, Cingapura, China, União Européia e Arábia Saudita.

O Japão é o maior cliente do petróleo do Kuwait, seguido pela Índia, Cingapura e Coreia do Sul.


sexta-feira, 27 de maio de 2011

RECOPA EUROPEIA, 1961

A Taça dos Clubes Vencedores de Taças.

Ou simplesmente Taça das Taças.

Conhecida no Brasil como Recopa Europeia.

Foi uma competição de clubes de futebol da Europa.

Disputada entre a temporada 1960/61 até 1998/99.

Entre os campeões das copas de cada país.

Era o segundo torneio mais importante da Europa.

O seu campeão disputava com o campeão da Liga dos Campeões.

O título da Supercopa da Europa.

A primeira temporada, a de 1960/61.

Teve a participação de apenas dez clubes.

Quatro deles disputaram uma fase preliminar.

O Rangers, da Escócia.

O Ferencváros, da Hungria.

O Vorwärts Berlin, da Alemanha Oriental.

E o Rudá Hvězda Brno, da extinta Tchecoslováquia.

Rangers e Rudá Hvězda Brno classificaram-se.

Na fase seguinte, encontraram outros seis times.

O Borussia Mönchengladbach, da Alemanha Ocidental.

O Austria Viena, da Áustria.

O Lucerne, da Suíça.

O Wolverhampton, da Inglaterra.

A Fiorentina, da Itália.

E o Dínamo Zagreb, da antiga Iugoslávia.

O Rangers massacrou o Borussia Mönchengladbach duas vezes.

3 a 0 e 8 a 0.

A Fiorentina também atropelou o Lucerne.

3 a 0 e 6 a 2.

O Dínamo Zagreb passou pelo Rudá Hvězda Brno.

Com um empate em 0 a 0 e uma vitória por 2 a 0.

O Wolverhampton eliminou o Austria Viena.

Mesmo perdendo a primeira partida por 2 a 0.

Pois vencera a segunda por 5 a 0.

Nas semifinais, a Fiorentina passou pelo Dínamo Zagreb.

E o Rangers eliminou o Wolverhampton.

A Final seria entre Rangers e Fiorentina.

Dois jogos programados, em maio de 1961.

No dia 17, a primeira partida em Glasgow.

No Ibrox Park, a Fiorentina surpreendeu.

E bateu o Rangers por 2 a 0.

Dois gols de Luigi Milan.

Um deles já no fim do jogo.

Virou favoritaça para papar pela primeira vez o troféu.

27 de maio de 1961.

Estádio Comunale, em Florença.

50.000 pessoas presentes ao espetáculo.

O time da casa pode até perder por um gol de diferença.

Para sagrar-se campeão.

Da primeira edição da Recopa Europeia.

A Fiorentina contava com sua grande estrela.

O meia sueco Kurt Hamrim, vice-campeão mundial em 1958.

O brasileiro Dino da Costa.

Artilheiro do Campeonato Italiano de 1957.

Também fazia parte do time.

Bem como o jovem goleiro Albertosi.

Futuro campeão europeu e vice mundial pela Squadra Azzurra.

O húngaro Vilmos Hernádi apita o início do jogo.

Aos 12 minutos.

Mesmo momento em que a Fiorentina abriu o placar.

Na primeira partida, em Glasgow.

Bola cruzada na pequena área.

Luigi Milan marca para os italianos.

Meio sem jeito, de barriga, empurra a bola para dentro.

Vibração de seus torcedores.

Festa napolitana.

O título estava cada vez mais perto.

O Rangers agora precisava fazer três gols.

No segundo tempo, os escoceses chegam a empatar.

Alex Scott põe o placar em igualdade.

Mas o tempo passa e o resultado é favorável aos italianos.

Apesar das tentativas britânicas.

Já aos 41 do segundo tempo.

Numa jogada de contra ataque.

Hamrin marca o gol da vitória italiana.

É o gol do título histórico.

É o gol do título da primeira Recopa Europeia.

A Fiorentina é Campeã da Recopa Europeia de 1961.

O time que havia chegado à Final da Copa dos Campeões.

E perdera o título para o Real Madrid em 1957.

Faturava o seu título continental.

Para delírio de todos os torcedores presentes.

A Fiorentina ainda chegaria à Final da Recopa em 1962.

Mas este seria o único título continental da equipe violeta.

Há exatos 50 anos...

A Fiorentina campeã da primeira edição
da Recopa Europeia, em 1961.

Ficha do jogo
27 de maio de 1961
Fiorentina 2 x 1 Rangers

Estádio Comunale, Florença, Itália.
Árbitro: Vilmos Hernádi (Hungria).
Público: cerca de 50.000 pessoas.

Gols: Milan (Fiorentina), 12 do primeiro tempo; Scott (Rangers), 15 do segundo tempo; Hamrin (Fiorentina), 41 do segundo tempo.

Fiorentina: Albertosi; Robotti, Gonfiantini, Orzan e Castelletti; Rimbaldo, Micheli, Hamrin e Petris; Dino da Costa e Milan. Técnico: Nándor Hidegkuti.

Rangers: Ritchie; Shearer, Paterson, Davis e Caldow; Baxter, Scott, McMillan e Wilson; Brand e Millar. Técnico: Scot Symon.