sábado, 23 de julho de 2011

ARISTIDES LOBO

Aristides da Silveira Lobo nasceu em Cruz do Espírito Santo, no Estado da Paraíba, em 12 de fevereiro de 1838.

Jurista, político e jornalista republicano e abolicionista brasileiro, Aristides Lobo é considerado um dos pais da República Brasileira.

Nascido no engenho Tabocas, filho de Manuel Lobo de Miranda Henriques e Ana Noberta da Silveira, Aristides Lobo, embora tenha nascido na Paraíba, passou parte de sua infância em Alagoas.

Estudou no Colégio da Paraíba e ingressou na Faculdade de Direito de Recife, formando-se no ano de 1859.

Chegou a exercer o cargo de promotor público e de juiz (este último em Minas Gerais), mas logo envereda na política, filiando-se ao Partido Liberal e elegendo-se deputado geral (para o Congresso Nacional do Império), por dois mandatos consecutivos (1864 a 1866 e de 1867 a 1870), concorrendo por Alagoas.

Em 1870, funda ao lado de Salvador de Mendonça, Lafayette Coutinho, Pedro Soares de Meireles e Flávio Farnense o jornal A República, que passa a defender a mudança do regime, com o fim da monarquia.

Neste sentido, é publicado o Manifesto de 1870, pelo Clube Republicano e tem início a maciça propaganda dessas ideias por todo o país, ocupando Aristides Lobo papel de destaque dentre os que mais ardorosamente combatiam pela causa.

O jornal é empastelado, três anos depois, mas o curso dos fatos veio culminar com a Proclamação da República, em 1889.

Formado o governo provisório, Aristides Lobo foi nomeado Ministro do Interior, ocupando o cargo por apenas dois meses, de 15 de novembro de 1889 a 10 de fevereiro de 1890, renunciando por divergir profundamente do Marechal Deodoro da Fonseca.

Elege-se, então, deputado federal, participando da Constituinte, no mandato de 1891 a 1893 e, em seguida, para o Senado, de 1892 a 1896.

Colaborou em diversos jornais, do Rio de Janeiro, Recife e São Paulo.

Aristides Lobo faleceu em Barbacena, Minas Gerais, há exatos 115 anos, em 23 de julho de 1896, contando com a idade de 58 anos.

A Academia Paraibana de Letras lhe dedicou o patronato de sua cadeira número 6.

Aristides Lobo

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